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Petrobras corta apoio a 13 projetos culturais

Petrobras corta apoio a 13 projetos culturais
Petrobras corta apoio a 13 projetos culturais
Foram afetados quatro dos principais festivais de cinema do país, como a Mostra de Cinema de São Paulo e o Festival de Brasília. A estatal diz que só vai honrar contratos vigentes.

Da CBN:


Treze projetos culturais historicamente patrocinados pela Petrobras não vão receber o apoio da estatal neste ano. A lista de cortes inclui três dos principais festivais de cinema do país: a Mostra de Cinema de São Paulo, o Festival do Rio e o Anima Mundi, o maior festival de animação da América Latina. A relação está num documento enviado pela estatal aos deputados federais Áurea Carolina e Ivan Valente, do PSOL, e obtido pela reportagem da CBN.

A Petrobras também não poupou o festival de cinema mais antigo do país: o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. A empresa foi a maior patrocinadora das últimas 11 edições do evento. Só no ano passado, foram R$ 600 mil em patrocínio direto e em contratos de distribuição. O produtor cultural Henrique Rocha, diretor geral do Festival em 2017 e em 2018, diz que o corte enfraquece a produção dos eventos:

“O que eu imagino é que a gente vai ter um ano de míngua. A gente corre um risco muito grande de interromper projetos continuados, que têm uma longa tradição, que têm muita importância, que têm um público imenso e que podem, simplesmente, serem realizados ou de forma pífia ou nem serem viabilizados.”

A Petrobras também decidiu não patrocinar o tradicional Prêmio da Música Brasileira, que, no ano passado, recebeu R$ 2,5 milhões. A Casa do Choro do Rio de Janeiro e o Clube do Choro de Brasília também estão na lista. O presidente do Clube do Choro soube dos cortes pela reportagem da CBN. Reco do Bandolim afirma que ainda não sabe de onde vai vir o dinheiro para manter a instituição:

“A gente está vivendo momentos de angústia. Se a gente não fechar com a Caixa ou se a gente ficar sem o aceno de uma outra instituição que possa estender a mão, nós estamos sem opção.”

(…)


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