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Assassinato de Marielle pode ter mandante, diz Sérgio Moro

Assassinato de Marielle pode ter mandante, diz Sérgio Moro
Assassinato de Marielle pode ter mandante, diz Sérgio Moro – A charge é do Renato Aroeira
“Não existe nenhuma relação entre o presidente e familiares com essas pessoas que cometeram esse crime. Isso sequer é cogitado, não tem nenhuma hipótese nesse sentido.”

Em entrevista ao jornal Valor Econômico, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, afirmou que o assassinato da vereadora Marielle Franco pode ter mandante. Confira alguns trechos:


Valor: Como o senhor avalia os resultados das investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco apresentados até agora?

Sergio Moro: A investigação está nas mãos diretas da Polícia Civil e do Ministério Público Estadual [do Rio de Janeiro]. Houve uma cogitação, no passado, que houvesse uma federalização, mas isso não avançou. Não obstante, ainda depois dos crimes, houve um pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, de uma investigação federal, pela Polícia Federal, para apurar se estava havendo alguma espécie de obstrução das investigações. Essa investigação avançou bastante, ela continua e ela tem contribuído para a melhor elucidação dos fatos no âmbito estadual, e a política é essa, que os fatos sejam completamente revelados. Ontem [terça-feira] foi um passo importante, na prisão dessas pessoas acusadas de serem os executores, mas é preciso chegar nos mandantes. No que a PF e o governo federal puderem contribuir com isso, isso será feito.

Valor: O senhor acredita que esse crime teve mandantes?

Moro: Acredito que essa é uma hipótese probatória bastante provável, e que a investigação não pode ser encerrada antes disso ser confirmado, identificados os mandantes, ou completamente descartada. A impressão que se tem é que existem mandantes.

Valor: Há pontos coincidentes do caso do assassinato de Marielle com o entorno da família Bolsonaro. O que o senhor pensa disso?

Moro: Primeiro, não existe nenhuma relação entre o presidente e familiares com essas pessoas que cometeram esse crime. Isso sequer é cogitado, não tem nenhuma hipótese nesse sentido. Pelo contrário, o que existe é uma aspiração, tanto do governo federal, como do governo estadual [do Rio de Janeiro], para que os fatos sejam esclarecidos.


 

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