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Estudo aponta que 3,4 milhões de argentinos passam fome

Estudo aponta que 3,4 milhões de argentinos passam fome
Estudo aponta que 3,4 milhões de argentinos passam fome
De acordo com estudo do Barômetro de Dívida Social, elaborado pela Universidade Católica Argentina (UCA), 3,4 milhões de argentinos (7,9% da população urbana) sofrem com a fome.

Um estudo do Barômetro de Dívida Social elaborado pela Universidade Católica Argentina (UCA) apontou que 3,4 milhões de argentinos sofrem com a fome, o que representa 7,9% da população urbana do país. Tecnicamente, a estatística se refere a uma redução involuntária da porção de alimentos ou a percepção da experiência de fome devido a problemas econômicos nos últimos 12 meses. 

“Em 2018 um aumento significativo na insegurança alimentar grave ocorreu e é principalmente explicada a partir da deterioração da situação das famílias em estratos mais baixos nos subúrbios de Buenos Aires e outras áreas metropolitanas, ” explica o diretor do Observatório sobre dívida social Argentinado UCA, Agustín Salvia.

O patamar de 2018 representa o maior da série iniciada em 2010, quando, após sair da última crise mundial, atingiu 7,6% no governo de Cristina Fernández de Kirchner. Em 2015, o último ano de gestão da ex-presidenta, caiu para 6,1% e voltou a subir em 2018, terceiro ano da administração de Mauricio Macri.

Entretanto, causa espanto o fato de a Argentina, um país que produz alimentos para abastecer 400 milhões de pessoas, tenha 3,4 milhões passando fome. Carlos Achetoni, presidente da Federação Agrária Argentina arrisca uma resposta para essa contradição: 

“Não temos uma distribuição equitativa dos recursos. Há uma concentração de riqueza em poucas mãos. Existem políticas que deveriam ser um pouco mais reguladoras, ter um estado virtuoso que equilibra a cadeia, porque temos um setor produtivo que percebe valores às vezes abaixo dos custos e, no outro extremo da cadeia, um consumidor que recebe preços abusivo “.

Recentemente, ao fazer um balanço da gestão de seu governo no Congresso Nacional, o presidente Maurício Macri afirmou: “A Argentina  está melhor do que em 2015. Melhor não significa que já estamos onde queremos estar, mas deixamos o pântano onde estávamos.”

O mandatário aumentou ele anunciou em 46% a Asignación Universal por Hijo que é um benefício correspondente aos filhos dos desempregados, que trabalham no mercado informal ou ganham menos que o salário mínimo, vital e móvel. Foi estabelecido em 2009 pelo governo de Cristina Kirchner.

Com informações do El País.

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