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A primeira semana de Bolsonaro, segundo o Le Monde

A primeira semana de Bolsonaro, segundo o Le Monde
A primeira semana de Bolsonaro, segundo o Le Monde
A obsessão de um governo determinado a fazer uma limpeza do passado, buscando a desertar inimigos imaginários para ser capaz de oferecer um programa real.

Do Le Monde:


Dois dias depois de sua posse como presidente do Brasil, Jair Bolsonaro tratou de remover as cadeiras vermelhas do palácio da Alvorada, em Brasília, onde ele tinha acabado de se mudar. Com pressa, as poltronas da cor odiosa do comunismo foram substituídas por cadeiras de um azul julgado mais destro.

Alguns não vão notar um detalhe, o outro um símbolo, o da obsessão de um governo determinado a fazer uma limpeza do passado, buscando a desertar inimigos imaginários para ser capaz de oferecer um programa real. Porque além do capricho decorativo, a medida ilustra a marca impressa pelo soldado durante seus primeiros dias de exercício do poder, misturando agressão e improvisação.

Na opinião de Carlos Melo, professor de ciência política, um começo fracassado: “Mesmo os mais tolerantes admitirão que tivemos apenas momentos vazios. Não causou uma boa impressão”, escreveu ele em seu blog.

Diante do discurso do presidente e o da maioria de seus ministros, colunistas brasileiros têm sustentado que o governo ainda está em campanha, com um presidente de extrema direita rápido para fazer a batalha com seus adversários, e os ministros de ferro prometendo aos “inimigos da pátria”, denunciando o “socialismo”, condenando o “globalismo” e incensando os valores da pátria e da família.


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