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Imprensa sofre ‘dia de cão’ na posse de Bolsonaro

Imprensa sofre'dia de cão' na posse de Bolsonaro
Imprensa sofre ‘dia de cão’ na posse de Bolsonaro – Foto: Mônica Bergamo/ Folhapress
Para a colunista Mônica Bergamo, a posse de um governo era sempre uma festa acompanhada de perto, e com quase total liberdade de locomoção, pelos profissionais da imprensa.

A colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, relatou as precárias condições impostas à imprensa durante a posse de Jair Bolsonaro. Para ela, os jornalistas sofreram um “dia de cão”. Bergamo afirmou em artigo publicado em sua coluna que, desde a redemocratização, a posse de um governo era sempre uma festa acompanhada de perto, e com quase total liberdade de locomoção, pelos profissionais da imprensa.

A jornalista da Folha narra a restrição impostas aos profissionais de imprensa que ficaram retidos num espaço e de lá não podiam sair. Segundo ela, a assessoria alertava: neste local, era preciso evitar movimentos bruscos. Fotógrafos não deveriam erguer suas máquinas. Qualquer movimento suspeito poderia levar um sniper [atirador de elite] a abater o “alvo”.

Ela conta que uma jornalista apavorada voltou para a redação e teve que ser convencida pelo chefe a retornar à posse de Bolsonaro. E as comparações foram inevitáveis. Outro jornalista lembrava que furou a segurança e conseguiu subir no elevador do Planalto com o ex-presidente Lula, em sua posse.

Imprensa sofre'dia de cão' na posse de Bolsonaro
Foto: Mônica Bergamo/ Folhapress

O repórter Afonso Benites, do El País, afirmou que os jornalistas estão sendo impedidos de levar maçã inteiras na cerimônia. “Maçã é um dos alimentos proibidos para os jornalistas que cobrem a posse de Bolsonaro. Na inspeção de segurança, os policiais pedem para quem as leva, cortá-las ao meio. Mas ninguém tem faca. O destino: lixeira”, disse o jornalista.

De acordo com a agência de checagem Aos Fatos, desde a manhã desta terça-feira (1º), profissionais de veículos de comunicação nacionais e internacionais informaram problemas como longo tempo de espera para o credenciamento; impedimentos na circulação livre pelas áreas do evento; confisco de frutos redondos; proibição de ingresso com garrafas d’água, entre outros.

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