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“Despetização”: Onyx só tem 1% de petistas em ministério

"Despetização": Onyx só tem 1% de petistas em ministério
“Despetização”: Onyx só tem 1% de petistas em ministério
Entre os dias 3 e 10 de janeiro, 293 servidores comissionados da administração direta e indireta foram exonerados tanto por Onyx quanto pelos demais ministros.

De Allan de Abreu e Marcella Ramos na revista Piauí:


Anunciada no dia 2 de janeiro como uma “despetização” do governo federal pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, a demissão de funcionários públicos com cargos de confiança tem baixo teor de petismo. Entre os dias 3 e 10 de janeiro, 293 servidores comissionados da administração direta e indireta foram exonerados tanto por Onyx quanto pelos demais ministros – o levantamento da piauí desconsidera funcionários públicos de estatais, militares (que não podem se filiar a partidos) e também demissões a pedido do servidor. Desse total, apenas 35 (12%) são filiados a algum partido, quatro (1,3%) ao PT e quatro ao PSDB. A sigla com mais exonerados é o MDB de Michel Temer, com seis.

Há até cabo eleitoral de Bolsonaro entre os demitidos. Filiado desde 2008 ao PSC de Barreiras, na Bahia, Sigisvaldo Vilares dos Santos, funcionário comissionado da Subchefia de Assuntos Federativos da Secretaria de Governo da Presidência, foi um dos exonerados. Como muitos no seu partido, Santos fez campanha aberta para Bolsonaro, e chegou a convidá-lo pessoalmente para visitar sua cidade, Luís Eduardo Magalhães, na Bahia – o que não impediu sua demissão, no dia 7.

Entre os servidores demitidos que são filiados, há uma pulverização entre quinze siglas, incluindo algumas das que apoiam o governo Bolsonaro, como PSC, PRB e PR. É uma contradição em relação às declarações de Onyx sobre o que seria uma “despetização”: “Vamos retirar de perto da administração pública federal todos aqueles que têm marca ideológica clara. Nós todos sabemos do aparelhamento que foi feito principalmente do governo federal nos quase catorze anos que o PT aqui ficou”, disse o ministro, no dia 2.

Naquele dia, Onyx assinou um decreto que exonerava ou dispensava de uma só vez 320 funcionários de primeiro escalão que ocupavam cargos de Direção e Assessoramento Superiores, a DAS – os chamados “cargos de confiança”. A portaria, no entanto, não detalhava quem eram os funcionários públicos exonerados ou dispensados, com nome ou cargo. Na semana seguinte, as exonerações foram publicadas aos poucos em portarias tanto da Casa Civil quanto de outros ministérios, num processo ainda em andamento.

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