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Bolsonaro transformará escolas em colégios militares

Bolsonaro transformará escolas em colégios militares
Bolsonaro transformará escolas em colégios militares
Segundo o ministro Ricardo Vélez Rodriguez, já foram feitos levantamentos pela equipe de transição que mostram que a medida é viável economicamente.

Da Gaúcha:


O futuro ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez, afirmou nesta terça-feira (1º) que haverá uma subsecretaria na pasta para tratar da transformação de escolas municipais em colégios cívico-militares. A ideia faz parte de uma das promessas de campanha do presidente Jair Bolsonaro. Segundo Vélez, já foram feitos levantamentos pela equipe de transição que mostram que a medida é viável economicamente.

Vélez Rodriguez falou com a imprensa ao chegar ao Palácio do Planalto, onde o presidente Jair Bolsonaro receberá a faixa presidencial e assinará termo de posse de seus 22 ministros. O futuro ministro da Educação chegou mais cedo e foi o primeiro integrante da equipe a chegar. Antes de se encaminhar ao Planalto, Bolsonaro será empossado como Presidente da República no Congresso Nacional.

— Vai haver no Ministério da Educação uma área que cuide disso, uma subsecretaria para tratar de iniciativas cívico-militares para colégios municipais que queiram participar — disse Vélez Rodriguez ao ser questionado sobre a promessa de Bolsonaro de difundir as escolas militares pelo País. Em seu programa de governo, o presidente eleito previu a presença de pelo menos um colégio militar em todas as capitais até 2020.

— Acho que os colégios militares hoje no Brasil representam um modelo que dá certo, que tem disciplina, que tem bom desempenho nos índices de valorização de evolução. Então, esse modelo de colégios militares ou colégios cívico-militares, que existem em alguns lugares, é bom. As crianças gostam, as famílias gostam. Por que não apoiar isso se está dando certo? —questionou.

Vélez Rodriguez assegurou que a ideia “não é coisa que saia muito caro”, pois já há modelos em desenvolvimento no país que “partem de colégios já estabelecidos que pedem uma ajuda para a gestão cívico-militar”.

— Não é uma coisa que saia caro demais, não. E traz como benefício a disciplina, a possibilidade de crianças terem orientação de educação para cidadania que é muito importante. Não vejo como negativo isso — disse.

Ele também negou que o modelo represente a militarização das escolas, alegando que seria uma forma de “racionalização”.

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