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A prisão medieval de Lula

A prisão medieval de Lula
A prisão medieval de Lula – Foto: Marcelo Gonçalves/Sigmapress/Estadão Conteúdo
Nem mesmo a ditadura militar, em 1980, ousou impedir que Lula, preso, saísse para se despedir da mãe, Dona Lindu.

A prisão política do ex-presidente Lula se transformou num isolamento medieval: ele não pode falar, não pode ser entrevistado, não pode ser visto e não pode sair da cadeia para despedir-se do próprio irmão, falecido após lutar contra o câncer, na manhã desta terça-feira.

A prisão do maior líder popular que este país já teve é uma punição ao símbolo. Estão lutando para sufocar a imagem de um homem de 73 anos, acusado por ato de ofício indeterminado (quando não se pode comprovar as ilicitudes cometidas).

Estão sufocando a sua voz rouca que agitou trabalhadores no ABC durante a grande greve de 1978 a 1980; sufocam a voz de um homem que assumiu a presidência prometendo matar a fome do povo e que, ao sair, havia retirado 30 milhões de brasileiros da mais absoluta miséria.

Juízes podem esconder a imagem e sufocar a voz, mas as ideias de Lula, que transitam no imaginário do povo brasileiro, essas não podem ser sufocadas.

Nem mesmo a ditadura militar (1964-1985), em 1980, ousou impedir que Lula, preso, saísse para se despedir da mãe, Dona Lindu.

Este homem que querem calar é a voz do povo pobre deste país. E é a voz do povo pobre que se cala quando uma decisão judicial impede o direito de um homem preso de se despedir de um familiar.

Existe muito mais do que maldade e covardia nisso. Existe o desejo de sufocar aquilo que o Lula representa para milhões de brasileiros.

Mas amanhã há de ser um novo dia.

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