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Ricardo Salles é indicado ministro do Meio Ambiente

Ricardo Salles é indicado ministro do Meio Ambiente
Ricardo Salles é indicado ministro do Meio Ambiente
Ricardo Salles é advogado e ex-secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo durante a gestão de Geraldo Alckmin. Ele também é presidente do movimento ‘Endireita Brasil’.

O presidente eleito Jair Bolsonaro indicou para o ministério do Meio Ambiente, na tarde deste domingo (9) o advogado Ricardo Aquino Salles. Bolsonaro anunciou Ricardo Salles por meio de sua conta no Twitter, assim como fez com os demais ministros já escolhidos. Salles é o 22º e último ministro a ser anunciado para o futuro governo.

Ricardo Salles é advogado. Candidatou-se a deputado federal pelo Partido Novo, em São Paulo, nas eleições de 2018. Escolheu como número 3003 em referência ao calibre.30-06 Springfield utilizando em fuzis que foram utilizados pelas forças armadas americanas.

Salles utilizou a imagem munição numa peça de campanha que foi repudiada até mesmo pelo próprio Partido Novo. Em resposta, o partido publicou no Twitter um post alertando que “não compactua com qualquer insinuação ou apologia à violência, de qualquer tipo, contra quem quer que seja”. Além disso, o comunicado alega que a legenda já teria orientado o candidato e que não aprova a mensagem difundida por ele.

Ricardo Salles, o futuro ministro do Meio Ambiente

Em 2017, O Ministério Público de São Paulo abriu um inquérito de improbidade administrativa contra o secretário estadual de Meio Ambiente, Ricardo Salles, e duas funcionárias da secretaria por possível interferência no processo de elaboração do plano de manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) Várzea do Rio Tietê.

A ação, movida pelos promotores Silvio Marques, Leandro Lemes, Thomás Yabiku e Jaime do Nascimento Júnior, diz que, no governo Geraldo Alckmin (PSDB), Salles e outras duas pessoas teriam fraudado o processo do Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental da Várzea do Rio Tietê, no ano de 2016.

A ação foi recebida e os autos estão conclusos para a decisão do juiz Fausto Seabra, da 3ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo.

Ricardo Salles se defendeu das acusações dizendo que as duas decisões liminares da Justiça sobre alterações no plano de manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) do Tietê foram favoráveis até o momento e que ainda não há sentença.

“Sou réu, mas não há decisão contra mim. São todas favoráveis a mim. Todas as testemunhas foram ouvidas, todas as provas produzidas e o processo está concluso para sentença, pode ser sentenciado a qualquer momento. Todas as testemunhas ouvidas, de funcionários do governo e fora, corroboraram a minha posição”, afirmou na entrevista.

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