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Onyx Lorenzoni usou verba pública para fazer campanha para Bolsonaro

Onyx Lorenzoni usou verba pública para fazer campanha para Bolsonaro
Onyx Lorenzoni usou verba pública para fazer campanha para Bolsonaro
As regras da cota de atividade parlamentar — verba que congressistas têm para atividades do dia a dia — não permitem o uso para fins eleitorais.

De Ranier Bragon e Camila Mattoso, na Folha:


Onyx usou verba pública para bancar voos durante campanha de Bolsonaro

“Bolsonaro vem aí! O Brasil vai endireitar e o Brasil vai mudar de verdade.”

A entusiasmada declaração do deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), compartilhada em redes sociais, é do dia da oficialização da candidatura do presidente eleito. O evento ocorreu no Centro de Convenções SulAmérica, no Rio de Janeiro, em 22 de julho.

Registros da Câmara mostram que Onyx, que assumirá a Casa Civil, pediu e obteve reembolso dos cofres públicos por passagens de ida e volta de Brasília para o aeroporto Santos Dumont, nesta data, em um valor de R$ 3.720.

Ao todo, há no sistema da Câmara informação de reembolso para Onyx de mais de 70 bilhetes cuja origem ou destino são aeroportos do Rio e São Paulo, somando R$ 100 mil.

Desde 2017, ele integra o grupo de parlamentares que coordenou a pré-campanha e a campanha de Bolsonaro.

As regras da cota de atividade parlamentar — verba que congressistas têm para atividades do dia a dia — não permitem o uso para fins eleitorais.

A cota é “destinada a custear gastos exclusivamente vinculados ao exercício da atividade parlamentar”, segundo ato da Mesa Diretora.

(…)

Onyx foi questionado pela Folha sobre a utilização de dinheiro da Câmara para deslocamentos fora das regras permitidas pela Câmara, mas não respondeu até a publicação da reportagem.

Bolsonaro também usou sua cota parlamentar para custear viagens pelo país em 2017 e, no primeiro semestre deste ano, para participar de eventos em que era mencionada sua pré-candidatura à Presidência.

Na época, seu chefe de gabinete afirmou que o deputado não estava em campanha “seja para qual cargo for” e que as despesas ressarcidas pela Câmara “foram realizadas em consonância com os preceitos legais e regimentais.”


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