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Observatório do Clima critica indicação de ministro do Meio Ambiente

Observatório do Clima critica indicação de ministro do Meio Ambiente
Observatório do Clima critica indicação de ministro do Meio Ambiente
Para o Observatório do Clima, Ricardo Salles, ruralista e réu por improbidade, é o homem certo no lugar certo. Advogado foi indicado ao cargo de ministro do Meio Ambiente.

O Observatório do Clima, que criticou na semana passada a desistência do Brasil de sediar o COP-25, questiona agora a escolha do futuro ministro do Meio Ambiente, indicado pelo presidente eleito Jair Bolsonaro.

Nota do Observatório do Clima sobre o futuro ministro.

O ruralista Ricardo Salles, indicado por Jair Bolsonaro para chefiar o que sobrar do Ministério do Meio Ambiente a partir de 2019, é o homem certo no lugar certo. O presidente eleito, afinal, já deixou claro que enxerga a agenda ambiental como entrave e que pretende desmontar o Sistema Nacional de Meio Ambiente para, nas palavras dele, “tirar o Estado do cangote de quem produz”. Nada mais adequado do que confiar a tarefa a alguém que pensa e age da mesma forma.

Salles, ex-diretor da Sociedade Rural Brasileira, promoveu o desmonte da governança ambiental do Estado de São Paulo quando foi secretário de Meio Ambiente Geraldo Alckmin. Ele é réu na Justiça paulista por improbidade administrativa, acusado de ter alterado ilegalmente o plano de manejo de uma área de proteção ambiental – algo que o presidente e o ministro Sergio Moro, ciosos de um gabinete de probos, precisarão explicar a seus eleitores.
Ao nomeá-lo, Bolsonaro faz exatamente o que prometeu na campanha e o que planejou desde o início: subordinar o Ministério do Meio Ambiente ao Ministério da Agricultura. Se por um lado contorna o desgaste que poderia ter com a extinção formal da pasta, por outro garante que o MMA deixará de ser, pela primeira vez desde sua criação, em 1992, uma estrutura independente na Esplanada. Seu ministro será um ajudante de ordens da ministra da Agricultura.

O ruralismo ideológico, assim, compromete o agronegócio moderno – que vai pagar o preço quando mercados se fecharem para nossas commodities.

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