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Malafaia: “Só os generais é que vão nomear?”

Malafaia: Só os generais é que vão nomear?
Malafaia: “Só os generais é que vão nomear?”
“O presidente tem que ser macho e não ficar preocupado com opinião de A ou B. Tem que ir pelo que é correto e justo. É justo Israel ter sua capital em Jerusalém”, disse Malafaia.

Deu no Valor:


Num encontro com líderes evangélicos e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não foi o prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), ou o governador eleito Wilson Witzel (PSC), que também estavam presentes, que deram o tom político da reunião ocorrida num hotel da zona sul do Rio nesta tarde.

Apoiador crítico do presidente da República eleito, o pastor Silas Malafaia demonstrou a expectativa de que Jair Bolsonaro divida o poder com os partidos e cumpra a promessa de transferir a embaixada brasileira, em Israel, de Tel-Aviv para Jerusalém.

Caso isso não ocorra, disse que Bolsonaro perderá muito apoio entre os evangélicos.

“Ele vai perder crédito para caramba. Muito. Porque ninguém pediu para ele prometer nada. Ninguém colocou faca na garganta dele para isso. Então, agora é melhor ele cumprir, porque vai ficar muito ruim para ele, no meio da comunidade evangélica. Vai perder muita coisa”, disse Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, em entrevista à imprensa, depois do encontro em que Netanyahu reuniu representantes da “direita cristã” brasileira, como deputados, vereadores e o pastor Manoel Ferreira, presidente da Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil – Ministério de Madureira.

O tema predominante e defendido por Netanyahu na reunião foi a mudança da embaixada para Jerusalém, algo polêmico, já que afeta interesses comerciais e ameaça a venda de proteína animal para países árabes, grandes consumidores da carne brasileira. “O presidente tem que ser macho e não ficar preocupado com opinião de A ou B. Tem que ir pelo que é correto e justo. É justo Israel ter sua capital em Jerusalém”, disse Malafaia.

O pastor afirmou que até agora Bolsonaro provou ter palavra ao montar um ministério sem indicações de partidos, o que prometera em campanha. O religioso, porém, reconheceu que essa opção é arriscada e que o presidente deve, a partir de agora, nos milhares de cargos de segundo, terceiro e demais escalões, ceder aos partidos. “Só os generais é que vão nomear?”, questionou.

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