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Imprensa tradicional critica silêncio de Moro

Imprensa tradicional critica silêncio de Moro
Imprensa tradicional critica silêncio de Moro
Para os colunistas Josias de Souza (Folha de S.Paulo/UOL) e Merval Pereira (O Globo), o silêncio de Sérgio Moro é simplesmente inaceitável.

O jornalista Josias de Souza acredita que Sergio Moro deveria manifestar-se sobre a movimentação financeira atípica de Fabrício Queiroz, ex-motorista de Flávio Bolsonaro (PSL). “Nem que seja uma cara de nojo”, escreveu.

“Sergio Moro está, por assim dizer, obrigado a dizer meia dúzia de palavras sobre o episódio. A presença da futura primeira-dama Michelle Bolsonaro no epicentro da crise indica que o pior excesso que o ex-juiz da Lava Jato pode cometer é o da moderação. Seu silêncio é simplesmente inaceitável.”

Com o mesmo pensamento de Josias, Merval Pereira, que costuma aplaudir todas as decisões de Moro, desta vez criticou o futuro ministro:

O futuro ministro da Justiça Sérgio Moro, que terá a seu pedido, para melhor combater a corrupção, o Coaf como órgão subordinado, não deveria dizer que, para ele, a explicação do presidente eleito está dada.  Não é razoável exigir que fizesse uma crítica ao presidente ou à sua família, mas não deveria banalizar o assunto.

Se tratar assim todos os indícios de lavagem de dinheiro que aparecerem na sua frente, terá mudado de atitude diante dessas irregularidades. Logo ele, um juiz rigoroso com os mínimos indícios, e que tem demonstrado que eles, quase sempre, levam a descobertas de esquemas de corrupção graves.

Bolsonaro se elegeu, entre outras coisas, por apresentar-se como um combatente contra a corrupção. O convite a Moro para integrar seu ministério teve o sentido de reafirmar simbolicamente essa luta, e por isso foi aprovado pela opinião pública.

Não se pode ser Catão com os outros sem ser Catão consigo mesmo. 

Entenda o caso

Exonerado do gabinete do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL/RJ) no dia 15 de outubro, o policial militar Fabrício José Carlos de Queiroz entrou na mira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) após ser detectada uma movimentação atípica no valor de R$ 1,2 milhão em sua conta entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017.

Registrado como assessor parlamentar, Queiroz é policial militar e, além de motorista, atuava como segurança do deputado, filho mais velho do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).

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