Nossa Política

Critérios do Coaf apontam irregularidade em compra de casa de Bolsonaro, revelou jornal

Critérios do Coaf apontam irregularidade em compra de casa de Bolsonaro, revelou jornal
Critérios do Coaf apontam irregularidade em compra de casa de Bolsonaro, revelou jornal
Matéria publicada pela Folha, em janeiro deste ano, revelou a existência de indícios de lavagem de dinheiro na transação de compra da casa de Jair Bolsonaro, no Rio de Janeiro.

No dia 7 de janeiro deste ano, a Folha de S.Paulo publicou matéria sobre a multiplicação do patrimônio de Jair Bolsonaro e dos seus filhos. Parte da matéria relata a transação para a compra da casa onde Bolsonaro vive – e onde, depois de eleito, passou a se reunir com aliados, antes de ir para Brasília.

A casa, que fica na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, teria, em tese, indícios de uma operação suspeita de lavagem de dinheiro, de acordo com os critérios do Coaf (Ministério da Fazenda) e do Conselho Federal dos Corretores de Imóveis (Cofeci).

Leia a seguir:


(…)

SUSPEITA

As transações que resultaram na compra da casa em que Bolsonaro vive, na Barra, têm, em tese, indícios de uma operação suspeita de lavagem de dinheiro, segundo os critérios do Coaf (Ministério da Fazenda) e do Conselho Federal dos Corretores de Imóveis (Cofeci).

A Comunicativa-2003 Eventos, Promoções e Participações adquiriu a casa em setembro de 2008 por R$ 580 mil. A responsável pela empresa, Marta Xavier Maia, disse à Folha que comprou o imóvel num estado ruim, reformou-o e vendeu-o para o deputado quatro meses depois, com redução de 31%.

Ela afirmou que decidiu ter prejuízo porque precisava dos recursos para adquirir outro imóvel.

O Cofeci aponta que configura ter “sérios indícios” de lavagem de dinheiro operação na qual há “aparente aumento ou diminuição injustificada do valor do imóvel” e “cujo valor em contrato se mostre divergente da base de cálculo do ITBI”, o imposto cobrado pelas prefeituras. Desde 2014, operações do tipo devem ser comunicadas ao Coaf – a unidade que detecta operações irregulares no sistema financeiro.

(…)


Na ocasião, a Folha procurou Bolsonaro e seus três filhos desde a tarde de quinta-feira (4) e encaminhou 32 perguntas para as assessorias dos quatro. Apenas as de Flávio e Carlos responderam, mas de forma genérica.

Flávio afirmou que estava em viagem ao exterior e que ficaria à disposição quando retornar ao Rio, dia 17.

A assessoria de Carlos disse que seu patrimônio é modesto e igual há vários anos.

A Folha enviou 13 questionamentos a Jair Bolsonaro, entre os quais se ele considera o patrimônio de sua família compatível com os ganhos de quem se dedica exclusivamente à política. O deputado não respondeu.

Em 2015, a Procuradoria Geral da República recebeu uma denúncia questionando os valores informados por Bolsonaro em relação às suas duas casas da Barra. Após ouvir a defesa do deputado, Rodrigo Janot, então procurador-geral, arquivou o expediente. Ele alegou que não havia “elementos indiciários mínimos”de ilícito.

 

Escreva um comentário