Política

“Cansei de levar bolas nas costas”, diz Moro ao trocar Judiciário pelo Executivo

“Cansei de levar bolas nas costas”, diz Moro ao trocar Judiciário pelo Executivo

“Cansei de levar bolas nas costas”, diz Moro ao trocar Judiciário pelo Executivo

“Me senti tentado pela possibilidade de fazer algo mais significativo, não pela posição de poder”, disse o futuro ministro da Justiça.

Do Metrópoles:


O futuro ministro da Justiça, Sergio Moro, disse nesta segunda (3/11), em Madri, que trocou a magistratura pelo Executivo porque estava “cansado de tomar bola nas costas”. Ele usou a expressão para caracterizar o que seu alcance, como juiz, é limitado no combate à corrupção. Para Moro, só o trabalho de procuradores, policiais e juízes não basta para enfrentar esses crimes. As informações são da Folha de S.Paulo.

“Meu trabalho no Judiciário era relevante, mas tudo aquilo poderia se perder se não impulsionasse reformas maiores, que eu não poderia fazer como juiz.”

Moro acrescentou: “Durante estes quatro anos [de atuação na Lava Jato], me perguntei se não tinha ido longe demais na aplicação da lei, se o sistema político não iria revidar. Esse caso ia chegar ao fim, e era preciso que gerasse mudanças institucionais. Me senti tentado pela possibilidade de fazer algo mais significativo, não pela posição de poder”.

Na abertura do encontro, o ex-magistrado foi apresentado por Vargas Llosa como um “juiz desconhecido que, com grande coragem e conhecimento das leis brasileiras, iniciou uma campanha eficiente de combate à corrupção respaldada pela população”.

O escritor também lembrou que o presidente eleito, Jair Bolsonaro, é frequentemente apresentado pela imprensa europeia como “líder de extrema direita, inimigo das conquistas democráticas e liberais, em suma, um fascista”.

Moro falou sobre as acusações de viés político em sua atuação como juiz. “É natural que as investigações tenham recaído mais acentuadamente sobre o partido governista na época, porque ele detinha mais poder. É como criticar o Watergate [escândalo que levou em 1974 à renúncia do presidente dos EUA Richard Nixon, republicano] porque não foram encontradas provas contra democratas”.

Quando Vargas Llosa perguntou a ele sobre as chances de aprovar no Congresso as tais reformas amplas que ele tem em mente, Moro disse que a renovação expressiva das fileiras parlamentares, aliada à suposta opção de Bolsonaro por um gabinete de perfil técnico, era um indicativo de uma mudança qualitativa na relação entre os Poderes.

Ele também rechaçou o elo entre a condenação do ex-presidente Lula, a eleição de Bolsonaro e o convite para ser ministro. “Ninguém antevia que ele seria eleito. Não tem nada a ver uma coisa com outra”, justificou.


2 Comentários

  • Esse juiz Sergio Moro lembra Fernando Collor quando Collor se denominava Caçador de Marajás. O Moro é o Caçador de Corruptos. Só que o Collor e o Moro se esqueceram de se caçarem. Como juiz PARCIAL que ele é, Sergio Moro deveria ser investigado. Algo de podre deve existir.

  • A cada dia se conhece de verdade esse ex-juiz! Autoritário, vaidoso, ambicioso! Adora holofotes! Vai se dar mal quando trombar com as forças que manterão esse governo e não ceder!

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