Blog do Mailson Ramos

A sociedade doente

A sociedade doente

A sociedade doente

Quem mata um cachorro a pauladas faz parte de uma sociedade doente que não respeita os animais. Nem os moradores de rua, os pedintes, todo aquele ser humano que é tratado como cachorro.

A morte de um cachorro, da forma mais brutal, a pauladas, levantou uma onda de repúdio contra a barbaridade que é agredir um ser indefeso. O caso também ganhou evidência porque envolve o Carrefour, uma grande rede de supermercados.

Mas todos os dias animais são maltratados no Brasil. Muitos deles são envenenados e mortos brutalmente como o cachorro que foi morto por golpes com barra de alumínio, desferidos por um segurança que não é somente despreparado.

O sujeito que agrediu este ser indefeso faz parte de uma sociedade doentia que deixou de ter sentimentos. A onda de revolta não atinge boa parte dos brasileiros. Porque agora é bonito não sentir piedade, não se indignar com barbaridades como esta.

Se um cachorro incomodava tanto, o que os seguranças do Carrefour de Osasco fariam com uma criança que entrasse pedindo esmola? Será que a tratariam com menos aspereza? O que fariam com um mendigo, um homem velho e faminto? Expulsariam com golpes de barra de alumínio?

A indignação em relação a este fato deve ser a mesma quando um segurança arrasta uma criança de um shopping porque ela está incomodando as pessoas. Animais e pessoas abandonadas carregam a mesma cruz da invisibilidade social, mas também da ideia de que são um estorvo.

Matar um animalzinho indefeso é coisa típica de quem não tem bom coração. E no espectro mais amplo da discussão, é coisa de quem não se compadece com as maldades do mundo. É o retrato da nossa sociedade.

Doente.

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