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Retrospectiva 2018: O ano da morte do Brasil

Retrospectiva 2018: O ano da morte do Brasil
Retrospectiva 2018: O ano da morte do Brasil
Morremos como nação para surgirmos como o velho “quintal do EUA”, uma expressão que ouvi , pela primeira vez, de um professor de sociologia, em 2001.

O governo de Michel Temer fez aquilo que nem o FHC ousou fazer. Mas nenhum governo será como o governo de Jair Bolsonaro. O alinhamento que se promete e se projeta nas vozes das mais influentes autoridades do governo é quando que transformar o Brasil num protetorado americano. Seremos uma nova Costa Rica. Com um presidente disposto a dizer sim a qualquer idiotice pensada por Donald Trump.

Deixamos de ser uma nação invejada no mundo pelo protagonismo dos anos de gloria dos governos petistas para entregar o país de bandeja ao capital estrangeiro. Para colocar no poder um golpista como Michel Temer. Mas a continuação do governo Temer (golpe) é Jair Bolsonaro. Que ressuscitou das covas da ditadura a ignorância, a credulidade, a idiotice do brasileiro.

O brasileiro que acredita em mensagem recebida de celular sobre mamadeira de “piroca”, kit gay e um mito que só fala asneiras, elegeu não somente um presidente inepto, mas também parlamentares que vão fazer vergonha ao próprio Brasil de uma maneira como nunca se viu. Já somos achincalhados pela imprensa internacional desde o primeiro dia da transição de governo.

O chanceler escolhido por Bolsonaro é contestado pelos próprios diplomatas. Possivelmente eles nunca estiveram felizes por ver Aloysio Nunes como ministro das Relações Exteriores. Mas ninguém podia acreditar num chanceler que não acredita em aquecimento global e diz que as mudanças climáticas são um dogma marxista.

Há quem diga que a partir de 2019, o Brasil volta para 1964. Era a intervenção militar que queriam. Pois bem. O governo tem mais ministros militares do que o de Humberto Castelo Branco (primeiro general da ditadura). A intenção é liberar o porte de armas via decreto. Vão dobrar as espinhas para os americanos e beijar os pés de extremistas de direita, corruptos e facínoras como Netanyahu.

2018 não vai deixar saudades.

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