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2016: Futuro ministro de Bolsonaro incitou seguidores a hostilizarem Ciro Gomes

2016: Futuro ministro de Bolsonaro incitou seguidores a hostilizarem Ciro Gomes
2016: Futuro ministro de Bolsonaro incitou seguidores a hostilizarem Ciro Gomes
Em 2016, o movimento Endireita Brasil, fundado por Ricardo Salles, ofereceu R$ 1 mil a quem filmasse uma agressão contra Ciro Gomes.

Ricardo Salles tinha 31 anos quando lançou o movimento Endireita Brasil, em 2006. Rebento precoce do antipetismo, o movimento defendia “uma nova direita” que, apesar de defender o liberalismo econômico, era conservadora nos costumes: era contra o aborto, a favor da pena de morte e contra o uso de drogas.

Uma das iniciativas mais conhecidas do Endireita Brasil foi o Dia da Liberdade de Impostos, data que marcaria o momento do ano em que o brasileiro começaria a trabalhar por si próprio, depois de pagar todos os tributos impostos pelo governo. Durante a campanha eleitoral, o movimento foi acusado de disseminar informações falsas, como a de que Lula teria uma fortuna de US$ 3 bilhões.

Há dois anos, em postagem no Facebook, o movimento ofereceu R$ 1 mil a quem filmasse uma agressão contra Ciro Gomes. A postagem informava onde Ciro Gomes estava e dizia: “Se alguém estiver por perto hostilize o cara, mas ele é esquentadinho. O MEB paga 1.000 reais no vídeo”.

Em resposta, Ciro, que concorreu à Presidência nas eleições de 1998 e 2002 e é cotado como pré-candidato para 2018, divulgou um vídeo gravado por seu filho no qual chama o autor da oferta de “babaca”. O político, que foi ministro no governo Lula, tem criticado o processo de impeachment de Dilma.

A publicação provocou repercussão nas redes sociais, incluindo a página do movimento. “Não estamos fazendo nada ilegal. Se quiser hostilizar o Lula, nos limites da lei, pago também”, respondeu o autor da proposta antes de o post ser retirado do ar. Presidente do Movimento Endireita Brasil, Ricardo Salles, que já foi secretário particular do governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB), atribuiu a autoria a um dos associados com autorização para publicação nas redes sociais em nome do grupo.

Segundo ele, essa foi uma manifestação individual e “fora da média” do movimento. Salles conta ter telefonado para o associado que assumiu ter lançado o desafio “num rompante, num gesto de indignação”.”Os ânimos estão exacerbados”, justificou Salles, afirmando que não houve consequências práticas. ideias para ganhar dinheiro

Com informações de agências.

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