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Para garantir reajuste, Toffoli telefonou para senadores

Para garantir reajuste, Toffoli telefonou para senadores

Para garantir reajuste, Toffoli telefonou para senadores

Antes mesmo de assumir a presidência do Supremo, Toffoli procurou o presidente Michel Temer para conversar. Foi ali que propôs uma ideia para a aprovação do reajuste.

Do Valor Econômico:


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, se empenhou pessoalmente na aprovação do reajuste de 16,38% ao salário dos ministros da Corte. Durante a votação nesta quarta-feira (7), disparou telefonemas para senadores e só se tranquilizou após obter o placar favorável, apurou o Valor.

Mais do que o aumento de R$ 33,7 mil para R$ 39,3 mil no próprio holerite, Toffoli afirmou a interlocutores que estava em jogo a sua capacidade de negociação. Não seria bom para a sua imagem de ministro “político”, aberto ao diálogo, não conseguir tirar do papel uma proposta que estava na mesa de discussão há anos.

Antes mesmo de assumir oficialmente a presidência do Supremo, Toffoli procurou o presidente Michel Temer para conversar. Foi ali que propôs uma ideia para a aprovação do reajuste. Em troca, prometeu que, se o projeto passasse no Senado, levaria ao plenário as ações que pedem o fim do auxílio-moradia, hoje pago de maneira indiscriminada, mesmo para juízes que tenham casa própria.

O argumento era que, com o fim deste e de outros benefícios, apelidados de “penduricalhos”, poderia se minimizar o impacto financeiro do reajuste.

Assim que a votação terminou, com um placar de 41 votos a 16, Toffoli se apressou a dizer que agora seria possível enfrentar a questão do fim do auxílio-moradia. As ações estão sob a relatoria de Luiz Fux, vice-presidente da Corte. Nesta quinta, um dia depois de o reajuste ser aprovado, o ministro não se manifestou sobre o assunto.

Em 2014, Fux concedeu uma liminar para que todos os juízes federais passassem a receber o benefício, e, quatro anos depois, ainda não liberou o caso para ser analisado plenário. Hoje, o auxílio-moradia é de R$ 4.377.

O reajuste de 16,38% está sendo negociado pelo Supremo desde 2015, quando o presidente da Corte era o ministro Ricardo Lewandowski. A proposta chegou a ser aprovada na Câmara, mas, durante a gestão da ministra Cármen Lúcia, que se posicionou contra o aumento, o projeto não caminhou no Senado.


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