Educação

Indicado por Olavo de Carvalho, Ricardo Vélez Rodríguez será ministro da Educação

Indicado por Olavo de Carvalho, Ricardo Vélez Rodríguez será ministro da Educação

Indicado por Olavo de Carvalho, Ricardo Vélez Rodríguez será ministro da Educação

Velez Rodriguez disse, em seu blog, ter sido indicado por filósofo ultraconservador. Acadêmico é professor emérito da escola de elite do Exército.

Do El País:


O presidente eleito, Jair Bolsonaro, anunciou que o Ministério da Educação de seu Governo será comandado por Ricardo Vélez Rodríguez, professor da elite do Exército e da Universidade Federal de Juiz de Fora. O anúncio de Vélez, indicado pelo filósofo ultraconservador Olavo de Carvalho e crítico da “ideologia marxista” na educação e do PT, foi feito pelo Twitter e encerrou um dia de polêmicas e prospecções públicas em torno de outros nomes.

Num termômetro da centralidade da pasta na “guerra cultural” da gestão Bolsonaro, primeiro foi descartado a indicação do moderado Mozart Neves Ramos, ex-reitor da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), que acabou vetado pela bancada evangélica, que preferia, por sua vez, o procurador da República Guilherme Schelb no posto. Depois, foi a vez do próprio Schelb, ruidoso combatente contra o ensino de gênero nas escolas, perder a vez. O procurador chegou a ser recebido por Bolsonaro nesta quinta em Brasília, mas foi vencido pelo professor emérito da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército.

Rodríguez diz ter sido recomendado para o cargo de ministro da Educação no dia 7 de novembro, conforme escreveu em seu blog. Nesse dia, publicou um texto intitulado Um roteiro para o MEC, no qual diz que a proliferação de leis e regulamentos tornou os brasileiros “reféns de um sistema de ensino alheio às suas vidas e afinado com a tentativa de impor, à sociedade, uma doutrinação de índole cientificista e enquistada na ideologia marxista, travestida de ‘revolução cultural gramsciana”. Isso levaria, segundo ele, a “invenções deletérias em matéria pedagógica como a educação de gênero, a dialética do “nós contra eles” e uma reescrita da história em função dos interesses destinados a desmontar os valores tradicionais da nossa sociedade, “no que tange à preservação da vida, da família, da religião, da cidadania, em soma, do patriotismo”.

O discurso parece afinado com a pregação do Escola Sem Partido, defendido por Bolsonaro e aliados, e com a demonização da discussão de gênero nas escolas, duas das principais bandeiras do ultradireitista durante a campanha. Olavo de Carvalho, fiador de Vélez segundo ele próprio, no entanto, tem ressalvas contra o projeto contra “doutrinação das escolas” – o guru dos ultraconservadores, que vive nos EUA, é um dos ideólogos influentes no movimento que levou Bolsonaro ao poder. Outro nome que recebeu a bênção do filósofo foi o futuro chanceler Ernesto Araújo.

(…)


Deixe um Comentário!