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Otto Alencar: Moro pode pressionar parlamentares a apoiar o governo

Otto Alencar: Moro pode pressionar parlamentares a apoiar o governo

Otto Alencar: Moro pode pressionar parlamentares a apoiar o governo

Para o senador baiano, Moro pode pressionar os parlamentares a votarem a favor do governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), por meio de “informações privilegiadas”.

Da Tribuna da Bahia:


Presidente do PSD na Bahia, o senador Otto Alencar disse, ontem, que o juiz federal Sérgio Moro, quando assumir o Ministério da Justiça, pode pressionar os parlamentares a votarem a favor do governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), por meio de “informações privilegiadas” obtidas na Operação Lava Jato. “Ele vai ter informações que vai chamar o presidente da República e dizer: ‘eu tenho aqui esses dados de fulano de tal’. E pode usar isso para pressão de parlamentar. Isso pode ser usado. Não tenha a menor dúvida. Quem tem problema aí, pode lá na frente ter dificuldades com isso. Ele vai ser um ministro privilegiado”, afirmou, em entrevista à rádio Metrópole. “Aqueles que estão dentro do Senado e respondem a Lava Jato vão ter que votar com o governo. Só se o cara for muito corajoso. Moro vai ter a informação privilegiada e vai oferecer ao presidente”, acrescentou.

Responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância, Moro comunicou que pediu ontem as férias acumuladas e quando retornar vai solicitar a exoneração para assumir o Ministério da Justiça e da Segurança Pública. A juíza substituta Gabriela Hardt ficará à frente dos processos da Lava Jato até que seja escolhido um novo juiz titular. Ela não pode assumir em definitivo porque é substituta.

Para Otto Alencar, a ida de Moro para o governo de Bolsonaro beneficia o presidente eleito.  “O convite eu tinha convicção de que seria feito. Já circulava lá em Brasília. O aceite de Sérgio Moro é que me chamou muita atenção. Ele aceitar já que abertamente dizia que jamais entraria na política. De alguma forma, o Bolsonaro cresce com isso porque o Sérgio Moro tem uma popularidade muito grande pelo trabalho que fez na operação Lava Jato”, ressaltou, ao salientar que o juiz deixa de ser “pedra para virar vidraça” como ministro.

Em conversas reservadas com a bancada de deputados federais, Otto declarou que está “apreensivo” com o governo de Bolsonaro, segundo fontes da Tribuna. Ontem, o senador afirmou que torce para que a gestão do capitão reformado dê certo, mas pontuou que não vai participar. “Eu quero acreditar sempre que vai dar certo. Mas eu não participo de governo que não constitua ele com meu voto, eu não vou ter nenhuma participação com cargos. Até de Dilma que apoiei, eu não tive participação dentro da estrutura do governo. […] O discurso dele de campanha já mudou muito depois que ele ganhou as eleições. [Ante]ontem, ele não no culto evangélico já falou em ser o pacificador. A nossa esperança é de que ele investido no cargo possa governar para todos os brasileiros sem procurar fazer nenhum tipo de discriminação”, afirmou.

Ainda na entrevista, Otto Alencar criticou a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) por não ter tido sensibilidade com as questões do Rio São Francisco. “Ela não se sensibilizou. Levei a ela o que deveria fazer e como deveria fazer. Quais os investimentos deveriam ser feitos. Ainda brinquei com ela dizendo que ela seria a mãe do rio, Odoyá como chama aqui na Bahia. Ela me disse que eu estava completamente equivocado sobre o Rio São Francisco”, disse. O congressista reiterou no, entanto, que a petista não cometeu as chamadas “pedalas fiscais”, que motivaram o impeachment dela. “Foi um caminho que encontraram para retirá-la do poder, mas ela não cometeu crime de responsabilidade. Os erros da presidente Dilma foram administrativos e colocar pessoas que não tinham nenhuma relação com o Congresso Nacional”, concluiu.


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