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“Não pretendo jamais disputar um cargo eletivo”, diz Moro

"Não pretendo jamais disputar um cargo eletivo”, diz Moro
“Não pretendo jamais disputar um cargo eletivo”, diz Moro
“Não pretendo jamais disputar um cargo eletivo”, afirmou numa palestra em Curitiba na noite desta segunda, primeira participação dele em um evento público após nomeação.

De Katna Baran, na Folha:


O juiz federal Sergio Moro afirmou nesta segunda-feira (5) que não descumpriu a promessa que fez de não ingressar na política ao aceitar o cargo de ministro da Justiça do governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), e que considera que este será um posto predominantemente técnico.

“Não pretendo jamais disputar um cargo eletivo”, afirmou numa palestra em Curitiba na noite desta segunda, primeira participação dele em um evento público depois de aceitar o convite de Bolsonaro.

Moro também disse que fará parte do governo de Bolsonaro porque percebeu que há uma série de receios “infundados” em relação à gestão do próximo presidente e que poderia colaborar para “desanuviar” essas dúvidas.

“Eu sou um homem da lei. Também achei que minha participação poderia contribuir para afastar esses receios infundados”, afirmou, ressaltando não acreditar que Bolsonaro fará um governo autoritário.

Ao lamentar sua saída da magistratura, que ocupa há 22 anos, Moro disse que aceitou a indicação para o cargo no Executivo porque considera que poderá avançar em pautas anticorrupção e contra o crime organizado.

Afirmou ainda que já está elaborando projetos nesse sentido para encaminhar ao Legislativo a partir de janeiro.

Em uma palestra de cerca de 45 minutos, acompanhada por aproximadamente 800 pessoas, que o interromperam algumas vezes com aplausos, Moro fez um resumo da operação Lava Jato e falou de episódios em que acreditou que as investigações e ações poderiam não seguir por intervenções externas.

Citou, por exemplo, o projeto de lei do abuso de autoridade, que tramitou no Senado e que pretendia punir magistrados cujas decisões fossem revertidas em instâncias superiores.

“Direito não é uma ciência exata e não se pode, a pretexto de coibir o abuso de autoridade, punir agentes da lei por divergência de interpretação. […] A lei [aprovada posteriormente pelo Senado com alterações sugeridas por Moro] poderia ter esse efeito de afetar e enterrar as investigações [da Lava Jato]”, afirmou.

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