Política

Mídia internacional repercute negativa de Bolsonaro em sediar COP-25

Mídia internacional repercute negativa de Bolsonaro em sediar COP-25

Mídia internacional repercute negativa de Bolsonaro em sediar COP-25

A imprensa internacional repercute a decisão do presidente Jair Bolsonaro de não sediar em 2019 as negociações climáticas da ONU (COP-25).

O jornal inglês The Guardian afirmou em reportagem que o Brasil renega em hospedar as negociações climáticas da ONU sob a presidência de Jair Bolsonaro. Diz o jornal que O Brasil abandonou os planos para sediar importantes negociações climáticas da ONU em 2019, em meio a sinais crescentes do anti-internacionalismo do novo governo formado pelo presidente eleito Jair Bolsonaro.

Ainda para o Guardian, a decisão do presidente eleito é um golpe para os esforços globais a fim de evitar níveis perigosos de aquecimento global. O Brasil, que abriga a maior floresta tropical do mundo, a Amazônia, tem sido um participante importante nas negociações climáticas internacionais. O súbito enfraquecimento do apoio vem poucos dias antes da abertura das negociações climáticas deste ano em Katowice, na Polônia.

De acordo com matéria da americana ABC News, cientistas do clima disseram que a intenção declarada de Bolsonaro de abrir a Amazônia para um maior desenvolvimento poderia tornar impossível para o maior país da América Latina atingir suas metas de redução de emissões nos próximos anos.

Bolsonaro disse a repórteres na noite de quarta-feira (28) que recomendou ao novo ministro das Relações Exteriores que o Brasil não sedie o evento.

“A política ambiental não pode atrapalhar o desenvolvimento do Brasil”, disse Bolsonaro. “Hoje, a economia está quase de volta aos trilhos, graças ao agronegócio, e eles são sufocados por questões ambientais.”

A Bloomberg noticiou o recuo do governo brasileiro. O ministro da Economia, Paulo Guedes, prometeu priorizar a redução da dívida e cortar os gastos públicos, a fim de colocar as finanças do país de volta em uma trajetória sustentável, após quatro anos consecutivos de déficits orçamentários primários. Bolsonaro abandonou seu plano de renunciar ao Acordo de Paris, mas ainda propõe afrouxar os regulamentos ambientais e desenvolver a Amazônia, para grande alarme dos ativistas.

A AFP afirmou que o presidente eleito Jair Bolsonaro, que assumirá o cargo em 1º de janeiro, ameaçou retirar o Brasil do acordo climático de Paris, mas também prometeu remover restrições ao setor de agronegócio acusado de causar devastação ao meio ambiente, em particular a floresta amazônica.

No início deste mês, Bolsonaro nomeou o diplomata de carreira Ernesto Araujo como seu novo ministro das Relações Exteriores, um homem que nesta semana criticou o “alarmismo do clima” em um artigo no jornal Gazeta do Povo.

“O governo brasileiro realizou uma análise meticulosa dos requisitos para sediar a COP25. A análise enfoca, em particular, as necessidades financeiras associadas à realização deste evento”, acrescentou o ministro das Relações Exteriores.

O Observatório do Clima divulgou nota criticando a decisão de Jair Bolsonaro.

1 Comentário

  • O povo europeu precisa pensar que eles “destruíram” suas florestas e outros que tais, então, agora, antes de levantar críticas às Autoridades de outras Nações, devem sentar sob a tênue avaliação do “MAU” que fizeram ao meio ambiente, em nome do progresso. Fraterno abraço !!!

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