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Gigantes do petróleo usaram serviços de denunciados pela Lava Jato, aponta relatório

Gigantes do petróleo usaram serviços de denunciados pela Lava Jato, aponta relatório

Gigantes do petróleo usaram serviços de denunciados pela Lava Jato, aponta relatório

A ligação das gigantes globais com intermediários que caíram na malha da mega-investigação anticorrupção brasileira foi apontada por relatório divulgado nesta quinta (8).

Da Folha de S.Paulo:


Três empresas transnacionais ligadas ao comércio de petróleo usaram os serviços de empresários citados ou denunciados na operação Lava Jato. A ligação das gigantes globais com intermediários que caíram na malha da mega-investigação anticorrupção brasileira foi apontada por relatório divulgado nesta quinta (8) pela ONG britânica Global Witness em parceria com a organização suíça Public Eye.

Parte desses empresários formava o grupo conhecido como Brasil Trade, denunciado pela força-tarefa da Lava Jato em 15 de agosto deste ano sob acusação de crimes contra a administração pública, em detrimento da Petrobras, por meio de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro, entre outros.

O sueco Bo Ljungberg está entre esses denunciados e foi contratado em 2011 e 2012 pela empresa Vitol, com escritórios em mais de 40 países, “para apoiar a identificação de oportunidades de negócios de petróleo no Brasil e para auxiliar nos aspectos operacionais das transações”.

De acordo com a Vitol, Ljungberg foi pago por meio de sua empresa, a Encom Trading SA. Em nota, a Vitol afirma acreditar que a relação com o sueco e sua empresa tenha se dado em total respeito com a legislação vigente.

Ljungberg nega envolvimento com o grupo Brasil Trade, do qual fariam também parte os operadores Jorge Luz e Bruno Luz, condenados por envolvimento em esquema de corrupção na Petrobras em outubro de 2017 pelo juiz da Lava Jato, Sergio Moro, futuro ministro da Justiça do governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL).

De acordo com o relatório, a Vitol também fez negócios com o doleiro Nelson Ribeiro através de sua subsidiária britânica, a Cockett Marine.

Ribeiro está sendo investigado por supostamente canalizar US $ 5,7 milhões em suborno da Odebrecht para o ex-executivo da Petrobras, Paulo Roberto Costa, delator chave da Lava-Jato ao lado do doleiro Alberto Youssef.

Em nota, a Vitol afirma que “tem uma política de tolerância zero em relação a suborno e corrupção” e que “o relatório não contém evidências de qualquer irregularidade” por parte da empresa.

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