Cultura

Doces Bárbaros: Ame-o ou deixo-o livre para amar

Doces Bárbaros: Ame-o ou deixo-o livre para amar

Doces Bárbaros: Ame-o ou deixo-o livre para amar

Música composta por Gilberto Gil era uma sátira à campanha “Brasil: Ame-o ou deixe-o”, colocado em prática pelo governo do general Médici.

Em 1976, no auge da ditadura militar (1964-1985), os cantores brasileiros Gilberto Gil, Caetano Veloso, Maria Bethânia e Gal Costa, realizaram uma turnê pelo Brasil para comemorar os dez anos de sucesso em suas carreiras individuais. Assim criaram o grupo Doces Bárbaros.

Com quinze canções novas, compostas exclusivamente para a turnê, a primeira apresentação foi em São Paulo. No repertório, músicas como “Um índio”, de Caetano Veloso; “Pássaro Proibido”, de Caetano e Bethânia; e “O Seu Amor“, de Gil.

Seu Amor é uma sátira ao mote da ditadura “Brasil: Ame-o ou deixe-o”, divulgado pelo governo do general Emílio Garrastazu Médici (1969-1974). Médici foi o primeiro a governar desde o início do mandato contando com os poderes totalitaristas do AI-5 (de 1968).

Confira a letra de Gilberto Gil:

O seu amor
Ame-o e deixe-o livre para amar
Livre para amar
Livre para amar

O seu amor
Ame-o e deixe-o ir aonde quiser
Ir aonde quiser
Ir aonde quiser
O seu amor
Ame-o e deixe-o brincar
Ame-o e deixe-o correr
Ame-o e deixe-o cansar
Ame-o e deixe-o dormir em paz
O seu amor
Ame-o e deixe-o ser o que ele é
Ser o que ele é

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