Política

Quem é e o que pensa Fernando Haddad?

Quem é e o que pensa Fernando Haddad?

Quem é e o que pensa Fernando Haddad?

Em 2005, Haddad ocupou a vaga de Tarso Genro à frente da Educação, permanecendo até 2012, quando deixou o posto para disputar a prefeitura de São Paulo.

Com o segundo maior número de votos na eleição do último domingo (7) à Presidência da República, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad foi oficializado como candidato do PT após o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde abril por corrupção e lavagem de dinheiro, ser declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Nascido em São Paulo, no dia 25 de janeiro de 1963, Haddad é professor universitário, autor de cinco livros, bacharel em Direito com especialização na área Civil, mestre em Economia e doutor em Filosofia. Todos os títulos foram obtidos pela Universidade de São Paulo (USP), onde ele também lecionou a disciplina Teoria Política Contemporânea, na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas.

Aos 20 anos, em 1983, ele se filiou ao PT e se tornou tesoureiro do Centro Acadêmico XI de Agosto, entidade dos estudantes da Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Na época, militou no movimento Diretas Já, que pedia a volta das eleições diretas para presidente da República. Em 1986, Haddad se associou ao engenheiro Paulo Nazar para atuar no ramo da incorporação e construção. A partir de 1988, trabalhou como analista de investimento do Unibanco, além de fazer consultoria na Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, onde criou a Tabela Fipe.

A vida pública do petista se iniciou em 2001, quando ele assumiu o cargo de chefe de gabinete da Secretaria de Finanças e Desenvolvimento Econômico do município de São Paulo, no início da gestão da então prefeita Marta Suplicy.

Já em 2005, Haddad ocupou a vaga de Tarso Genro à frente da Educação, permanecendo até 2012, quando deixou o posto para disputar a prefeitura de São Paulo, no qual saiu vencedor do pleito contra José Serra. Após quatro anos, ele tentou a reeleição, mas perdeu para João Doria, no primeiro turno.

Neste ano, em seu plano de governo, Haddad se diz contra a privatização de ativos públicos, sobretudo de empresas “estratégicas”, como financeiras e de energia. Além disso, quer conter a “terceirização” do setor público.

Na âmbito da educação e saúde, o petista irá revogar a emenda do teto de gastos. Retomar os recursos dos royalties do petróleo e do Fundo Social do Pré-Sal para saúde e educação; expandir as matrículas no Ensino Superior e nos ensinos técnico e profissional; priorizar o Ensino Médio. Ele também criará uma rede de Especialidades Multiprofissional (REM), em parceria com Estados e municípios, com polos em cada região de saúde, e implementar um Plano Nacional para o Envelhecimento Ativo e Saudável.

Já na segurança, pretende reformular o Sistema Único de Segurança Pública, redistribuindo tarefas entre prefeituras, governos estaduais e governos federais; transferir para a Polícia Federal o combate ao crime organizado; aprimorar a política de controle de armas e munições, reforçando seu rastreamento.

A alteração da política de drogas e a retomada de investimentos na Forças Armadas também estão no programa. No que diz respeito às políticas sociais e direitos humanos, Haddad quer combater a desnutrição infantil; criar um sistema nacional de Direitos Humanos; recriar com status de ministério as pastas de Direitos Humanos, Políticas para Mulheres e para Promoção da Igualdade Racial. O petista ainda quer criminalizar a LGBTIfobia, implementar programas de educação para a diversidade e criar nacionalmente a concessão de bolsas de estudo no Ensino Fundamental e Médio para travestis e transexuais em situação de vulnerabilidade.

Para a economia, ele tem o objetivo de implementar medidas emergenciais para sair da crise, como redução dos juros, criação de linhas de crédito com juros e prazo acessíveis com foco nas famílias, criação de um Plano Emergencial de Empregos com foco na juventude e retomada de obras paralisadas e do Programa Minha Casa Minha Vida; promover uma reforma bancária.

No combate à corrupção, ele afirmou que não vai dar indulto ao ex-presidente Lula, após outras lideranças do PT terem levantado essa possibilidade. Além disso, vai promover uma ampla reforma política e deflagrar um novo processo Constituinte.

Por fim, apoiará o multilateralismo, a busca de soluções pelo diálogo e o repúdio à intervenção e a soluções de força e retomar a política externa de integração latino-americana. A vice-presidente da chapa do PT é a deputada federal Manuela D’Ávila, do PCdoB. Ela nasceu em Porto Alegre, tem 36 anos, e foi relatora da Lei dos Estágios, presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias e vice-presidente da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público. Faz parte também da Frente Parlamentar do Esporte, da Frente Parlamentar em Defesa da Liberdade na Internet e da Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT.

Fonte: Terra

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