Política

Ex-líder da Ku Klux Klan elogia Bolsonaro

Ex-líder da Ku Klux Klan elogia Bolsonaro

Ex-líder da Ku Klux Klan elogia Bolsonaro

‘Ele soa como nós’, disse David Duke, ex-líder da Ku Klux Klan, ao elogiar a cor, a ascendência europeia e as posições preconceituosas de Jair Bolsonaro (PSL).

O historiador americano David Duke fez um raro comentário sobre a política brasileira no programa de rádio que comanda. Ele é ex-líder da Ku Klux Klan. “Ele soa como nós. E também é um candidato muito forte. É um nacionalista”, disse o ex-líder da KKK sobre Jair Bolsonaro, candidato à presidência pelo PSL.

Este macabro grupo, fundado no final do século XIX, nos EUA, promovia a xenofobia, o racismo, a homofobia e o anticomunismo. Desde sua origem, suas ações estão centradas em perseguir e violentar os cidadãos negros do país.

Duke fez elogios a cor da pele de Bolsonaro, à sua ascendência europeia, e disse que ele se parece com um homem branco americano. “Ele é totalmente um descendente europeu. Ele se parece com qualquer homem branco nos EUA, em Portugal, Espanha ou Alemanha e França. E ele está falando sobre o desastre demográfico que existe no Brasil e a enorme criminalidade que existe ali, como por exemplo nos bairros negros do Rio de Janeiro”.

A fundação da KKK data de 1866, no Tennessee, Estados Unidos, após o final da Guerra Civil americana. Seu objetivo era impedir a integração social dos negros recém-libertados, como por exemplo, adquirir terras, ter direitos concedidos aos outros cidadãos, como votar.

Seus integrantes usavam capuz branco e roupão para esconder a identidade e aterrorizar suas vítimas. A sociedade secreta e racista, Ku Klux Klan, era presidida por um “Grande Sacerdote” e, abaixo deste, havia uma rígida hierarquia de cargos.

Esta seita se notabilizou também por queimar cruzes. O queimar de cruzes foi sistematicamente utilizado pelo KKK, ao longo dos anos, como um meio de intimidação e uma ameaça de violência, embora tal “cerimonial” também tivesse a função de reforçar a identidade de grupo do próprio KKK e de reafirmar a sua ideologia, independentemente do seu caráter intimidatório.

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