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E a Luzia escapou do incêndio no Museu Nacional

E a Luzia escapou do incêndio no Museu Nacional

E a Luzia escapou do incêndio no Museu Nacional

Resistente, Luzia, o fóssil humano mais antigo das Américas sobreviveu ao incêndio no Museu Nacional, no último dia 2 de setembro.

Do Globo:


A equipe de pesquisa do Museu Nacional encontrou o crânio de Luzia, o fóssil humano mais antigo das Américas. O anúncio foi feito no início da tarde desta sexta-feira por Cláudia Rodrigues, profissional da equipe de escavamento da instituição, que pegou fogo no último dia 2 de setembro. Segundo ela, porém, o fóssil sofreu alterações decorrentes do incêndio que devastou a maior parte do acervo de 20 milhões de itens do museu.

— Nós conseguimos recuperar o crânio de Luzia. É claro que, em virtude do acontecimento, sofreu algumas alterações, tem alguns danos. Mas nós estamos comemorando — disse Cláudia Rodrigues, professora que integra o Museu Nacional. — O crânio foi encontrado fragmentado, e a gente vai trabalhar na reconstituição. Pelo menos 80% dos fragmentos foram identificados — continuou ela.

Segundo Cláudia, o crânio foi encontrado há alguns dias e está em melhores condições do que se imaginava.

Busca por Luzia

Desde o incêndio, funcionários do museu e a comunidade científica estão mobilizados em busca de Luzia, como foi batizado o crânio de uma mulher que viveu há mais de 11 mil anos. Já se sabe que toda a coleção egípcia, um dos símbolos da instituição, virou cinzas. As coleções de vertebrados, invertebrados e insetos foram preservadas.

As coleções de arqueologia e antropologia biológica do Museu Nacional perderam outras peças importantes. O fogo destruiu itens remanescentes de povos botocudos e guajajaras, vítimas de genocídio pelos brancos. Levou também os de culturas pré-históricas dos sambaquis do litoral, em especial os do estado do Rio.

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