Política

Coletiva de imprensa do TSE é uma ode a Pilatos

Coletiva de imprensa do TSE é uma ode a Pilatos

Coletiva de imprensa do TSE é uma ode a Pilatos

O TSE cedeu à narrativa de que as instituições estão funcionando normalmente e de que o processo eleitoral corre às mil maravilhas. Uma ode a Pilatos.

“A desinformação deliberada ou involuntária que visa o descrédito da justiça eleitoral tem que ser combatida, com informação responsável e objetiva, tudo com a transparência que exige o Estado Democrático de Direito”.

Esta foi uma das respostas de Rosa Weber aos ataques – sobretudo no dia 7 de outubro – da campanha de Bolsonaro ao colocar em xeque a urna eletrônica.

Weber avaliou que “os níveis de discórdia atingem graus inquietantes”, mas, segundo ela, apesar disso, o primeiro turno das eleições transcorreu “em clima de normalidade”. Na oportunidade, a ministra aproveitou para defender a imprensa livre. Embora ela não tenha deixado claro, o comentário se dá em um contexto no qual jornalistas e veículos de informação tem recebido ataques nas redes sociais. “Sem imprensa livre não há democracia”.

“Clima de normalidade”.

Ela não deve ter tomado conhecimento da morte de Moa do Katendê, um homem de 62 anos que foi assassinado com 12 facadas por motivação política. Nem mesmo deve ter ouvido falar da mulher que teve uma suástica riscada a canivete na barriga. Das agressões, incitações ao nazismo e à violência, do discurso carregado de ódio. Ela não viu nada disso ou finge não ver.

“O vídeo foi desautorizado pelo candidato. No Brasil as instituições estão funcionando normalmente. E juiz algum que honra a toga se deixa abalar por qualquer manifestação que pode ser compreendida como inadequada”, disse ela referindo-se ao vídeo de Eduardo Bolsonaro sobre fechar o STF.

Rosa Weber tratou apenas de defender a justiça eleitora e insistiu na ideia de que nenhum erro foi cometido em relação `prevenção de fake news.

“Confiem na Justiça”, solicitou. “Ela não é nem tem um partido. As criativas teses que intentam contra a lisura do processo eleitoral não têm base empírica”.

A coletiva de imprensa da justiça eleitoral foi uma ode a Pilatos. Lavaram as mãos ali para não ter que lavar mais tarde quando a desgraça estiver feita.

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