Economia

Propostas de Bolsonaro favorecem investimento de Paulo Guedes

Propostas de Bolsonaro favorecem investimento de Paulo Guedes

Propostas de Bolsonaro favorecem investimento de Paulo Guedes

As propostas do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) favorecem os investimentos daquele que seria o seu ministro da Fazenda,  o ‘Posto Ipiranga’ Paulo Guedes.

Do UOL:


Responsável pela proposta econômica do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) e escolhido para ser ministro da Fazenda ou “superministro da economia”, o economista Paulo Guedes atua em investimentos que terão impacto positivo se forem implantadas medidas do programa do seu candidato nas áreas de educação, energia e óleo e gás. Há potencial conflito de interesse entre uma eventual participação no governo e sua carreira privada na Bozano Investimentos. Neste caso, Guedes seria obrigado a se desligar das decisões do fundo para virar ministro –no entanto, ele não informou se venderá suas ações, conforme apontam especialistas.

Líder das pesquisas eleitorais no primeiro turno, Bolsonaro escolheu Paulo Guedes como principal conselheiro econômico a ponto de chamá-lo de “Posto Ipiranga”, isto é, quem resolveria todas as questões da área. As propostas centram-se em ideologia liberal com redução do Estado, privatização e vendas de ativos públicos para recuperar a economia brasileira.

Guedes tem sua carreira construída na iniciativa privada. Atualmente, é sócio e membro do comitê executivo da Bozano Investimentos, empresa que gere R$ 2,7 bilhões em seus fundos – o comitê é a cúpula da empresa que decide seus rumos e avalia o gestor. A Bozano tem investimentos diretos ou por meio do mercado de ações em empresas que atuam em setores para os quais o economista defende novas regras.

Falando em tese, sem tratar do caso concreto, o advogado Giuseppe Giamundo Neto, vice-presidente do Instituto de Ética Empresarial, diz que é vedado que um funcionário público permaneça ligado a empresas que possam ser afetadas por sua regulação. O especialista baseia-se na Lei 12.813/2013 (conhecida como lei de conflito de interesses).

“Desse modo, é conflitante a permanência do ministro de Estado como membro do Comitê Executivo de fundo que detém fatias societárias em empresas de setores, cuja regulação cabe ao seu ministério. Configurando-se esta hipótese, é seu dever se afastar da gestão do fundo. Também é seu dever alienar a respectiva participação acionária que possui, além de comunicar tal providência à Comissão de Ética Pública”, analisou o advogado.

O Ministério da Fazenda não atua diretamente na regulação dos setores de educação, energia e óleo e gás. Mas Guedes é o principal defensor do programa de privatização dentro da equipe de Bolsonaro, o que impacta em todos esses setores. Além disso, ele defendeu ideais sobre estruturação da educação.

No entendimento de Giuseppe Neto, “sempre que interesses públicos e privados estiverem contrapostos e a situação possa levar a que o interesse coletivo venha a ser menosprezado, fica caracterizado o conflito de interesse no desempenho da função pública”.

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