Blog do Mailson Ramos

Bolsonaro é uma ameaça real à democracia

Bolsonaro é uma ameaça real à democracia

Bolsonaro é uma ameaça real à democracia

Democrata que se preze não apoia Jair Bolsonaro. Ele é uma ameaça à democracia brasileira e já deu indícios muito claros disso.

O título deste artigo não se justificaria caso Jair Bolsonaro não fosse admirador incondicional da ditadura militar (1964-1085), dos generais que a comandaram, das torturas e mortes nos anos de repressão; não seria honesto o título deste artigo se ele não fosse fã de um torturador, Carlos Alberto Brilhante Ustra, e fizesse da sua obra um livro de cabeceira; seria injustificável atribuir a um artigo um título tão forte se Bolsonaro não representasse a eugenia social, a sublimação do racismo, do machismo e da homofobia; a instalação de um governo que pretende banir adversários.

Diria aos leitores e leitoras que Jair Bolsonaro representa a destruição da democracia como a conhecemos. O povo brasileiro sofrerá duras consequências caso o eleja no próximo domingo (28). Porque ele não apresenta projetos para a classe trabalhadora; ele não diz como fará para combater a desigualdade social, como vai combater a pobreza; Bolsonaro usa a Venezuela, o antipetismo, “vai pra Cuba” como ouro de tolo para atrair que se iludiu com um sistema político que é por inteiramente apodrecido. E ele faz parte deste sistema. Ou não foi ele deputado por 27 anos?

Neste período na Câmara dos Deputados, Bolsonaro encampou discursos que repete até hoje. Com o seu discurso a favor do armamento, faz com que o Brasil chame a atenção das empresas do setor. Amanhã, qualquer pessoa poderá ter uma arma para entrar num cinema, num restaurante, numa escola, no parque de diversões. Qualquer pessoa poderá levantar uma arma ao sinal de confusão. Que resultados se espera de uma sociedade polarizada, violenta, desigual e armada?

Aqueles que silenciaram neste momento por questões políticas e ideológicas que os fazem divergir do Partido dos Trabalhadores, amanhã poderão não ter a chance de divergir de Bolsonaro. Não vai haver sequer muro para se posicionar. Ou os senhores não se lembram do mote do governo militar: “Brasil, ame-o ou deixe-o”? Silenciar é tão grave quanto sair do país para tirar férias enquanto o país pega fogo. Não pensem os críticos do PT que amanhã terão a chance de criticar Jair Bolsonaro, caso ele vença.

O Brasil e a democracia são maiores do que tudo isso. Mas o povo precisa fazer a sua parte. Precisa acreditar que a disputa não é mais partidária. Para não aceitar que o fascismo vença e pisoteie as nossas cabeças com o seu jugo opressor. A hora é de pensar no país. O fim do Brasil como nação está muito próximo. Mas o povo pode mudar o destino. O seu próprio destino. Como já o fez tantas outras vezes. A esperança, que já venceu o medo, vai vencer também o ódio.

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