Blog do Mailson Ramos

Onde estava o general Villas Bôas quando Temer vendeu o país?

Onde estava o general Villas-Bôas quando Temer vendeu o país?

Onde estava o general Villas Bôas quando Temer vendeu o país?

Para Villas Bôas, a decisão do Comitê de Direitos Humanos da ONU, que garante os direitos políticos de Lula, representa ‘invasão da soberania nacional’.

Os militares não querem Lula candidato. Não somente os generais de pantufa deixaram escapar que Lula é um empecilho. Quem soltou o verbo e deixou cair a máscara foi o general Eduardo Villas Bôas, o comandante do Exército.

“O pior cenário é termos alguém sub judice, afrontando tanto a Constituição quanto a Lei da Ficha Limpa, tirando a legitimidade, dificultando a estabilidade e a governabilidade do futuro governo e dividindo ainda mais a sociedade brasileira. A Lei da Ficha Limpa se aplica a todos”, disse ele.

Para Villas Bôas, a decisão do Comitê de Direitos Humanos da ONU, que garante os direitos políticos de Lula, representa ‘invasão da soberania nacional’.

Quando o general fala em soberania, soa quase como uma piada.

Michel Temer entregou os campos de pré-sal a petroleiras estrangeiras a preço de banana e isso não foi um ataque à soberania. Nenhum general da reserva ou da ativa abriu o bico.

Michel Temer entregou a Embraer, uma das mais estratégicas estatais do país, à Boeing. Isso, de acordo com os generais da reserva e os generais da ativa, sempre ávidos no Twitter para comentar assuntos sobre o PT, não foi ataque à soberania.

Michel Temer reabriu as negociações para os EUA tomarem a Base de Alcântara, um espaço estratégico fundamental para os projetos aeroespaciais do país. Algum general da reserva ou da ativa se pronunciou sobre a soberania do Brasil?

Quando o governo americano enjaulou crianças brasileiras, filhas de imigrantes ilegais, algum general se compadeceu da situação e falou que os EUA estavam ferindo leis internacionais?

Onde estava o zelo dos generais pela soberania nacional quando James Mattis, o secretário de Defesa dos EUA, veio ao Brasil com a intenção de conter a influência da China sobre o país. Ou seja, voltamos aos tempos em que generais americanos ditam com quem o Brasil deve se relacionar. E os generais caladinhos.

Mas o Comitê de Direitos Humanos da ONU interferiu de tal maneira no Brasil, ao decidir que Lula pode ser candidato, que isso representa um ataque à nossa soberania. Os fatos anteriores passam em brancas nuvens.

Talvez porque os militares brasileiros, saudosos da ditadura, não tenham entendido jamais o conceito de direitos humanos e civis, o ódio de classe pelo Lula representado por setores elitistas da sociedade.

Falam de soberania num país que vendeu a própria dignidade. Ou antes, a entregou nas mãos de quem vendeu uma República de bananas a preço de banana.

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