Notícias

Temer cortará Bolsa Família pela metade em 2019

Temer cortará Bolsa Família pela metade em 2019

Temer cortará Bolsa Família pela metade em 2019

Só há recursos garantidos no orçamento para o Bolsa Família até junho do ano que vem! Na mesma semana, Temer aprovou aumento de 16,38% para o Judiciário.

Do site do Lula:


Na última sexta-feira (31/08), o governo ilegítimo de Michel Temer enviou o Orçamento de 2019 para o Congresso Nacional. Mais uma vez, os largos retrocessos do golpe e da política do teto de investimentos públicos defendida por Temer e pelo PSDB caem sobre o povo: só há recursos garantidos no orçamento para o Programa Bolsa Família até junho do ano que vem! Na mesma semana, o mesmo Executivo aprovou aumento de 16,38% para o Judiciário.

O Bolsa Família, criado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2004, é o maior programa de transferência de renda no mundo, reconhecido internacionalmente e exemplo para diversos países. Ele foi um dos principais responsáveis por retirar o Brasil do Mapa da Fome da ONU. Durante os governos de Lula e Dilma, foram retiradas 39 milhões de pessoas da extrema pobreza. Lula também foi um dos principais responsáveis por manter a economia brasileira aquecida durante a crise mundial iniciada em 2008. A cada real investido no Bolsa Família, R$ 1,78 voltaram à economia nacional. Porém, isso não é prioridade para o governo de Temer e do PSDB.

O combate à fome sempre foi uma obsessão para Lula. Nos governos do PT, em que o foco é o crescimento econômico com inclusão social, ficou comprovado que cortes em programas sociais não são saída para a crise. No governo atual, fica comprovado que tais cortes apenas agravam a crise econômica.

Mesmo assim, eles insistem no erro: dos R$ 30 bilhões destinados ao programa, apenas R$ 15 bilhões estão assegurados – o que significa, na prática, que só há recursos para as famílias beneficiadas até junho de 2019, a não ser que o Congresso conceda crédito suplementar. Ou seja: o Bolsa Família agora é supérfluo. Pesquisas mostram que a pobreza aumentou 11% nos últimos 2 anos. Se essa toada for mantida, o Brasil poderá retornar aos tristes tempos em que cidadãos esquálidos comendo calango para sobreviver estampavam os jornais.

Os principais candidatos à presidência nas eleições de 2018 não têm coragem de afirmar que vão acabar com o Bolsa Família, mas atos são mais fortes que palavras. O PSDB, de Geraldo Alckmin, um dos principais articuladores do golpe e da aprovação das reformas de Temer, endossa a escolha pelo teto de investimentos e pelos cortes em programas sociais. Os defensores da austeridade fiscal, que prometiam que este era o remédio amargo para se atingir crescimento econômico, veem suas máscaras caírem dia após dia. O crescimento econômico do país é quase nulo e os cortes em programas sociais são patentes.

No próximo mandato do PT, a inclusão social com crescimento econômico voltará a ser central. Geração de emprego, acesso a crédito, programas sociais: essa é a fórmula, já testada, para o Brasil sair da crise.


Deixe um Comentário!