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Sérgio Moro não determinou a prisão de Beto Richa

Sérgio Moro não determinou a prisão de Beto Richa

Sérgio Moro não determinou a prisão de Beto Richa

Em vez da turma de Dallagnol, o Ministério Público do Paraná (MP-PR) considerou que Beto Richa é chefe de uma organização criminosa que fraudou uma licitação de mais de R$ 70 milhões.

Beto Richa, atual candidato ao Senado pelo PSDB, foi preso temporariamente a pedido do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público do estado na manhã desta terça-feira (11).

Não demorou muito até que, nas redes, os fãs de Sérgio Moro e da Lava Jato lançassem elogios à força-tarefa que carrega consigo o mote de que a lei é para todos.

Há quatro anos, a Lava Jato investiga esquemas de corrupção na administração pública e ainda não prendeu um só político do PSDB. Seria o momento ideal para fugir da pecha de antipetistas e enjaular um tucano de belas plumagens.

Não foi o que aconteceu. O Ministério Público do Paraná (MP-PR) e o Gaeco consideram que considera que Beto Richa é chefe de uma organização criminosa que fraudou uma licitação de mais de R$ 70 milhões para manutenção de estradas rurais, em 2011.

O Globo noticiou em junho deste ano que Moro abriu mão de conduzir o processo que envolve pagamentos de propina feitos pelo Grupo Triunfo. Em despacho publicado nesta segunda-feira 11, no entanto, Moro abriu mão do caso por considerar que a investigação não guardava relação com a Petrobras, objeto inicial da Lava Jato.

Por fim, o juiz justificou a decisão com base no excesso de trabalho. “Outra questão diz respeito à sobrecarga deste juízo com as persistentes apurações de crimes relacionados a contratos da Petrobras e ao Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht. O número de casos é elevado, bem como a complexidade de cada um, gerando natural dificuldade para o processamento em tempo razoável.”

Esse foi o primeiro caso desdobrado da Lava Jato de que Moro declinou. O magistrado também é responsável pela investigação dos repasses da Odebrecht ao governador Beto Richa referente à rodovia PR-323.

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