Política

PF desmonta teorias conspiratórias sobre homem que esfaqueou Bolsonaro

PF desmonta teorias conspiratórias sobre homem que esfaqueou Bolsonaro

PF desmonta teorias conspiratórias sobre homem que esfaqueou Bolsonaro

Inquérito da Polícia Federal afastou a suspeita de que Adélio Oliveira tenha recebido pagamento em sua conta bancária para executar o crime.

Informa Rubens Valente, na Folha de S.Paulo, que A Polícia Federal afastou a suspeita de que Adélio Bispo de Oliveira, que no último dia 6 tentou matar o candidato Jair Bolsonaro (PSL-RJ) em Juiz de Fora (MG), tenha recebido pagamento em sua conta bancária para executar o crime.

A investigação concluiu que o dinheiro localizado com Adélio tem apenas “origem sustentável”, como uma rescisão trabalhista por um emprego em Santa Catarina, e remuneração pelo trabalho de garçom, pelo qual recebia cerca de R$ 70 por dia.

A PF apurou que o cartão de crédito internacional encontrado em poder de Adélio na verdade nunca foi utilizado e foi emitido automaticamente pelo banco em uma conta-salário de outra empresa em que ele trabalhou.

A PF desbarata com isso todas as conspirações e notícias falsas espalhadas por boa parte dos aliados de Jair Bolsonaro que faziam questão de vincular o autor do atentado com petistas, uma tentativa descarada de jogar a culpa do crime sobre o Partido dos Trabalhadores.

Além disso, a PF descartou todas as informações, que eram falsas, de pessoas que foram marcadas nas redes sociais como cúmplices do autor do crime. Pelo menos uma mulher inocente marcada em redes sociais foi perseguida, recebeu ameaças e teve que procurar a PF para obter proteção.

Adélio Oliveira teria utilizado uma faca, de acordo com Polícia Federal, por ter trabalhado num açougue em Curitiba (PR). Ele também teria trabalhado como sushiman, preparador de carnes de peixe em restaurantes japoneses, o que também demanda um bom uso de facas.

Em um dos três depoimentos que prestou à PF, Oliveira disse que decidiu esfaquear Bolsonaro três dias antes da chegada do presidenciável a Juiz de Fora e que soube que ele estaria na cidade porque viu um outdoor numa rua da cidade.

A PF adotou essa estratégia porque legalmente há um prazo de 15 dias, renovável por mais 15 dias, para o final das investigações. O primeiro prazo acabou na última sexta-feira (21), quando a PF pediu mais duas semanas. O relatório final, contudo, deve ser entregue uma semana antes.

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