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Paralisação geral na Argentina contra ajuste de Macri

Paralisação geral na Argentina contra ajuste de Macri

Paralisação geral na Argentina contra ajuste de Macri

A medida de força tem o apoio da maioria dos sindicatos na Argentina. Desde a primeira hora desta terça-feira (25), argentinos protestam contra Macri.

Da Telesur:


Desde as 12 horas desta noite, a greve geral anunciada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT) começou na Argentina com o apoio da maioria dos sindicatos do país.

A medida de protesto está na rejeição das políticas econômicas e neoliberais do governo de Maurício Macri, que são prejudiciais aos mais necessitados e com menor poder aquisitivo.

Esta seria a quarta greve geral contra Mauricio Macri desde que assumiu a presidência em dezembro de 2015. A greve ocorre em meio à tentativa do presidente argentino de acessar um novo desembolso do Fundo Monetário Internacional (FMI).

A adesão geral dos sindicatos de transporte é uma garantia para a eficácia da medida.

Na medida em que são chamados pela CGT, somam-se os já iniciados desde o meio-dia de segunda-feira pelos dois centros operários da Argentina (CTA) e os movimentos sociais.

A reivindicação é pela reabertura da discussão das paritárias, a suspensão das demissões e a declaração da emergência alimentar, entre outras ações para neutralizar a crise econômica desencadeada nos últimos meses.

Desde as 8 da noite da última segunda-feira foi suspenso o serviço de metrô e desde o alvorecer desta terça-feira o transporte público de passageiros, o transporte de mercadorias, a atenção em dependências públicas, o ditado de classes nas escolas, a abertura de empresas e a atividade dos bancos estão suspensas.

Também não haverá coleta de lixo, recarga de caixas eletrônicos ou fornecimento de combustível, enquanto a operação dos centros médicos será afetada, onde só haverá atenção nos guardas.

Apesar de o conselho da CGT ter anunciado nos últimos dias que não realizará um ato de massa, os movimentos sociais e grupos de esquerda farão cortes nos principais acessos à cidade de Buenos Aires a partir das 6 da manhã.

Ações de rua também serão desenvolvidas nas principais cidades do país, como La Plata, Córdoba, Rosário, Mendoza, Neuquén, Jujuy e Tucumán.

Estima-se que às 2:00 da tarde (hora local) os representantes da CGT, em companhia dos líderes de outros sindicatos, apresentem um relatório da medida.


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