Blog do Mailson Ramos

O nordestino não se esquece do Lula

O nordestino não se esquece do Lula

O nordestino não se esquece do Lula

Foi com Lula que o nordestino viu a sua realidade mudar. De um estado de miséria absoluta em todas as áreas ao sentimento de que a justiça social é possível.

Dias amargos aqueles em que numa caminhada solitária e silenciosa uma família andava até o cemitério para enterrar mais um “anjinho”, vítima da desnutrição, das doenças como a cólera, da falta de um(a) agente de saúde, da desesperança que nascia no horizonte seco de uma jornada no sertão.

Dias amargos em que os fogões de lenha, com as duas chapas entupidas de carvão, queimava panelas vazias. A fome do nordestino engolia toda a sua existência, massacrava a sua dignidade, corroía-lhe como a mais pestilenta das doenças. E como o sol brilhasse fúlgido durante aquela jornada – e todo dia era preciso esperar pela ajuda dos céus e não dos homens – a dor do abandono macerava-o em carne viva.

Dias amargos aqueles em que o nordestino foi tratado como moeda de troca em transações obscuras por poder. E que a dor massacrante de estar só era somente a primeira das dores. Atirados sobre a vala da desigualdade social, durante muitos anos, ele representou apenas a estatística de voto, o voto de cabresto, indigno de ser consultado em quem queria votar.

Dias amargos em que o povo do nordeste não era senhor se si. E que os jovens eram obrigados a pensar que jamais chegariam a ser um “doutor”. Sepultavam-lhe a ideia de estudar, de que pudesse competir com o filho do fazendeiro, que pudesse entrar numa universidade e sair de lá com um diploma na mão. Não era plausível que um pobre se sentasse numa cadeira que sempre pertenceu aos filhos da elite.

Dias amargos aqueles em que pobre não podia ter uma geladeira nova, um fogão, um televisor a cores. Um tempo em que crianças maltrapilhas andavam nas rodovias pedindo esmolas, esperando um desconhecido lançar no asfalto um punhado de moedas. Quem viveu aquele período sabe que muitas crianças não iam a escola – e algumas delas iam apenas por causa da merenda.

Políticas públicas de inclusão social elevaram não somente o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Nordeste. Elevaram também a dignidade. Esta, que não se compra e nem se vende em gôndola de supermercado. O povo gostou de ser livre, de comprar, de se cercar de um conforto que o estado lhe proporcionava. O povo passou a crescer e aqueceu a economia. O passado triste era visto de longe com a percepção mais clara de que o Brasil tinha entrado nos trilhos.

Mas o ciclo de crescimento é quebrado. Vem o retrocesso, austeridade, perda de direitos, cortes, destruição do tecido de proteção social com o sucateamento das políticas. O pobre volta a sofrer.

Ninguém pode apagar o que um nordestino – que saiu de sua Garanhuns num pau de arara – fez pelo seu povo. Ensinou o pobre a gostar de viver. As palavras são muito frias para que possam descrever o que é uma família sem o pão de cada dia. Durante muitos anos, esta imagem referencial da sofrida família nordestina desapareceu.

Hoje o referencial de sofrimento volta a aparecer nas manchetes. Mas o povo nordestino tem boa memória e não esquece de quem lhe estendeu a mão depois de séculos de esquecimento. Por isso não se esquece do Lula. E está chegando a hora de o povo fazer justiça diante da urna. O sufrágio popular pode devolver ao Brasil o que lhe foi arrancado com o golpe: a dignidade.

1 Comentário

  • NÃO A DIANTA RASGA O LIVRO PORQUE A HISTORIA PERMANECE E SEMPRE SERA CONTADA POR ISTO E QUE NÃO ADIANTOU PRENDER O #LULALIVRE PORQUE A HISTORIA MESMO ELE PRESO ESTA SENDO CONTADA E A PLAUDIDA E SERA REPETIDA PORQUE E O QUE O POVO QUER E ISTO NÃO VAI PRA CADEIA E NEM SERA RASGADA NUNCA

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