Repercussão

Declaração de general é “autoritária e inconstitucional”, diz PT

Declaração de general é “autoritárias e inconstitucional”, diz PT

Declaração de general é “autoritária e inconstitucional”, diz PT

Para o PT, a entrevista “é o mais grave episódio de insubordinação de uma comandante das Forças Armadas ao papel que lhes foi delimitado, pela vontade soberana do povo, na Constituição democrática de 1988”.

Do UOL:


O Partido dos Trabalhadores divulgou nota repudiando as declarações dadas neste domingo (9) pelo comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, em entrevista ao jornal “O Estado de S.Paulo”. A legenda definiu as declarações como de “cunho autoritário e inconstitucional”.

Villas Bôas foi questionado sobre as tentativas do PT de registrar a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, baseadas em uma recomendação do Comitê de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas). “É uma tentativa de invasão da soberania nacional. Depende de nós permitir que ela [a candidatura] se confirme ou não. Isso é algo que nos preocupa, porque pode comprometer nossa estabilidade, as condições de governabilidade e de legitimidade do próximo governo”, declarou Villas Bôas ao jornal.

Para o PT, a entrevista “é o mais grave episódio de insubordinação de uma comandante das Forças Armadas ao papel que lhes foi delimitado, pela vontade soberana do povo, na Constituição democrática de 1988”.

O partido disse ainda que a manifestação do comandante do Exército é de “caráter político, de quem pretende tutelar as instituições republicanas. No caso específico, o Poder Judiciário, que ainda examina recursos processuais legítimos em relação ao ex-presidente Lula”.

Para Villas Bôas, “o pior cenário é termos alguém sub judice, afrontando tanto a Constituição quanto a Lei da Ficha Limpa, tirando a legitimidade, dificultando a estabilidade e a governabilidade do futuro governo e dividindo ainda mais a sociedade brasileira”. O general, no entanto, descartou qualquer intervenção no país, dependendo do resultado eleitoral. “Não há hipótese de o Exército provocar uma quebra de ordem institucional.”

“Um governo legítimo, comprometido com o futuro do país, já teria chamado o general Villas Bôas a retratar suas declarações de cunho autoritário e tomado as medidas necessárias para afirmar o poder civil e republicano”, afirmou o PT na nota.

Villas Bôas disse também que o ataque a faca contra o candidato Jair Bolsonaro (PSL) mostra que “nós estamos agora construindo dificuldade para que o novo governo tenha uma estabilidade, para a sua governabilidade e podendo até mesmo ter sua legitimidade questionada”.


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