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Editorial | Capitão Bolsonaro e o exército de celerados

Editorial | Capitão Bolsonaro e o exército de celerados
Editorial | Capitão Bolsonaro e o exército de celerados
Isso e mais uma prova, talvez a enésima, de que Jair Bolsonaro arregimentou, como capitão, um exército de celerados, homens e mulheres movidos por um ódio bestial

Recentemente, o humorista Marcelo Adnet fez uma imitação de Jair Bolsonaro num quadro para o Jornal O Globo. A resposta para esta brincadeira, que acontecerá com a maioria dos presidenciáveis, foi uma enxurrada de ódio dos seguidores de Bolsonaro. O humorista afirmou em entrevista a uma rádio que nunca viu reações tão violentas.

Isso e mais uma prova, talvez a enésima, de que Jair Bolsonaro arregimentou, como capitão, um exército de celerados, homens e mulheres movidos por um ódio bestial e por a doença chamada suscetibilidade colérica. Eles reagem com o fígado a cada crítica feita a um candidato cuja maior proposta é colocar uma arma na mão de cada brasileiro e conclamar uma guerra civil.

No último sábado (1), Bolsonaro foi ao Acre fazer discurso de violência contra os petistas e incitar o ódio nos grupelhos que o acompanham para aplaudir asneiras jogadas ao vento. Entretanto, dizer que vai “fuzilar” petistas na terra de Chico Mendes, foi uma das maiores aberrações de Bolsonaro. Isso vai passar em brancas nuvens porque no Brasil não tem justiça. Num país democrático, ele não disputaria nem jogo de botão.

O pior de tudo isso é que ele recebeu aplausos de quem o acompanha. É estarrecedor pensar que um público da Hebraica tenha aplaudido um homem que crítica quilombolas e indígenas, minorias massacradas no passado e ainda hoje.

Bolsonaro arregimenta um núcleo de artistas e personalidades seduzidos pelo antipetismo e pela desilusão do passado: quem votou em Aécio em 2014 prefere agora rechaçar os políticos tradicionais como se o candidato do PSL não fosse um profissional de carreira nas tetas do estado.

Dizem que ele vai revolucionar a política. Não entende nada de economia, de Saude, Educação ou qualquer outro assunto preponderante para um país. Vai entregar tudo, se eleito, nas mãos de Paulo Guedes, o “Posto Ipiranga”. E os seus eleitores o chamam de mito.

Talvez nunca tenham atentado para uma das definições de mito: Exposição alegórica de uma ideia qualquer, de uma doutrina ou teoria filosófica; alegoria. Bolsonaro se encaixa nesta definição. É uma alegoria, um personagem de uma ópera bufa, resultado da criminalização da política e do caos criado para desestabilizar o país.

Noutro momento, ele não passaria de um escárnio para a política, um deputado que se considera novidade depois de ocupar o mesmo cargo por 27 anos e eleger ainda por cima os filhos.