Repercussão

Bolsonaro entrou na Justiça para retirar a Veja das bancas

Bolsonaro entrou na Justiça para retirar a Veja das bancas

Bolsonaro entrou na Justiça para retirar a Veja das bancas

Revista revelou que a ex-mulher do presidenciável  o acusou de ocultar patrimônio, receber “outros proventos” além dos salários e de furtar um cofre no Banco do Brasil.

Da Veja:


O PSL, partido do presidenciável Jair Bolsonaro, apresentou na noite de sexta-feira, 28, uma notícia-crime ao Ministério Público do Rio de Janeiro pedindo a retirada das bancas da última edição de VEJA em razão de reportagem de capa da revista, que traz informações do processo envolvendo a separação dele e de sua segunda esposa, Ana Cristina Siqueira Valle, em 2008.

A reportagem revela que Ana Cristina acusou o deputado de ocultar patrimônio, receber “outros proventos” além dos salários de deputado federal e de militar reformado, de furtar um cofre no Banco do Brasil com joias e dinheiro pertencentes a ela e de ser um marido de “comportamento explosivo” e de “desmedida agressividade”.

O Ministério Público do Rio, em nota, não diz qual será o encaminhamento do pedido do PSL para recolher os exemplares de VEJA, e também não esclarece se efetivamente tomará alguma providência neste sentido.

O PSL também pediu a apuração de como a reportagem teve acesso a um processo que estava arquivado e tramitou em segredo de Justiça. Em nota, o MP-RJ afirma que a representação foi recebida pela 7ª Promotoria de Investigação Penal da 1ª Central de Inquéritos do MPRJ, onde “serão analisados os fundamentos para requisição de instauração de inquérito policial”.

Independente da apuração do MP-RJ, o corregedor-geral de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Claudio de Mello Tavares, instaurou uma sindicância administrativa “para apurar eventual envolvimento de servidores e/ou magistrados na concessão irregular de vista dos autos a terceiros”, já que, segundo ele, só podem ter acesso a processo de família as partes e seus advogados.

Histórico

A última vez que VEJA teve sua circulação proibida foi em dezembro de 1968, quando os militares mandaram apreender todos os exemplares da revista cuja capa trazia, poucos dias depois da decretação do Ato Institucional número 5 (AI-5), uma foto do então presidente Arthur da Costa e Silva sentado sozinho no Congresso. A imagem era um símbolo perfeito do momento em que o regime militar entrava em seu período mais duro.

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