Escavadeira

2002: O mau humor do mercado com o crescimento de Lula

2002: O mau humor do mercado com o crescimento de Lula

2002: O mau humor do mercado com o crescimento de Lula

Em 2002, a Bolsa de Valores despencou 31,8% com o crescimento da candidatura Lula e a sua possível vitória. Com a chegada do petista ao poder até 2010, a Bolsa avançou 21,7%.

Entre janeiro e outubro de 2002, quando as eleições ocorreram, a Bolsa despencou 31,8%. O mau humor crescia proporcionalmente ao avanço de Lula nas pesquisas. A cotação do dólar disparou 56,24% até a véspera do primeiro turno.

Em junho, o Goldman Sachs provocou polêmica ao criar o “lulômetro”, fórmula que tentava antecipar como a vitória de Lula influenciaria o câmbio. Na expectativa do banco americano, o dólar atingiria R$ 3,04 com a vitória do petista e ficaria em R$ 2,52 caso José Serra (PSDB) vencesse.

O relatório do Goldman gerou críticas de economistas ligados ao PT, mas acabou se revelando conservador, já que o dólar atingiria a máxima de R$ 3,99 em 27 de setembro, antes mesmo de Lula vencer.

Em 14 de outubro, o Banco Central (BC), em reunião extraordinária — organizada tão às pressas que foi feita por teleconferência — elevou a taxa básica de juros, a Selic, de 18% para 21%. A medida pegou o mercado de surpresa, mas não foi muito eficaz: o dólar subiu 1,05% naquele dia, a R$ 3,86, e cederia apenas 1,94% entre o primeiro turno das eleições e o fim do ano.

Após a vitória de Lula e seu compromisso com a estabilidade econômica, os investidores entraram em “lua de mel” com o PT. A Bolsa avançou 21,7% entre o primeiro turno e o fim de 2010.

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