Escavadeira

Os 6 maiores debates e embates eleitorais no Brasil

Os 6 maiores debates e embates eleitorais no Brasil

Os 6 maiores debates e embates eleitorais no Brasil

Muitas vezes, em vez de apresentarem propostas e explorar ideias, os candidatos partem para o embate. É quando os debates entram para a história.

Os debates entre candidatos a cargos eletivos no Brasil fazem parte do processo eleitoral. Eles representam a possibilidade que estes candidatos têm de expor as suas ideias e planos de governo. Mas na prática, eles sempre viram palco para troca de acusações entre os adversários e baixarias na disputa. Veja abaixo 6 debates históricos das eleições no Brasil.

Collor x Enéas (2000)
Por ordem dos sorteios, Collor tinha que fazer uma pergunta para Enéas Carneiro durante debate para a Prefeitura de São Paulo em 2000. O ex-presidente não fez pergunta, zombou do adversário dizendo para ele falar qualquer coisa que quisesse. Com segundos na propaganda eleitoral, Enéas deitou e rolou no seu um minuto e meio de “tema livre”.

Brizola x Maluf (1989)

Paulo Maluf merecia um prêmio por animar tantos debates. Na disputa presidencial de 1989, ele fez uma dupla com Leonel Brizola digna de programa de comédia. Sem papas na língua, Maluf disse que quem era desequilibrado não podia ser candidato a presidente. Começou assim uma troca de insultos. Brizola chamou o rival de “filhote da ditadura” e os malufistas aplaudiram aos berros quando Maluf dizia que o candidato era um desequilibrado que “passou 15 anos no estrangeiro e não aprendeu nada”.

Montoro x Jânio (1982)
O debate de candidatos ao governo de São Paulo em 1982 é um dos exemplos de como a falta de regras dos primeiros confrontos deixava o clima muito mais espontâneo. Sem corte de som ou interrupção do mediador, Franco Montoro e Jânio Quadros bateram boca como se estivessem num bar.
Para provocar Jânio, Montoro usou uma citação de Carlos Lacerda, desafeto do ex-presidente. A resposta de Jânio fez a plateia cair no riso: “O senhor acaba de querer citar as Escrituras valendo-se de Asmodeu ou de Satanás”.

Marta X Maluf (2000)

Candidatos à Prefeitura de São Paulo em 2000, Paulo Maluf e Marta Suplicy bateram boca no debate da Bandeirantes. Com índice de rejeição beirando os 60%, o ex-prefeito partiu para cima da petista e a fez descer do salto quando a chamou de desqualificada. Marta mandou então a célebre frase que muitos paulistanos murmuravam do outro lado da TV: “Cala a boca, Maluf”. O mundo deu voltas e, quatro anos mais tarde, os dois se uniram em campanha pela reeleição de Marta.

Covas X Maluf (1998)

Mário Covas era candidato à reeleição em 1998, mas amargou o segundo lugar no primeiro turno das eleições para governador. O candidato tucano quase ficou fora do segundo turno: atingiu 3.813.186 votos, pouco mais de 70 mil à frente de Marta Suplicy e bem longe dos mais 5 de milhões de votos de Maluf. No segundo turno, o candidato mudou a estratégia eleitoral e partiu para o combate: logo no primeiro debate, fechou o programa pedindo que o eleitor comparasse a história e o caráter de cada candidato. Mário Covas foi reeleito com quase 10 milhões de votos, a maior quantidade alcançada por um governador de São Paulo.

Collor x Lula (1989)

O último debate das eleições presidenciais de 1989 talvez seja o mais discutido até hoje. Neste caso, o bafafá nem foi causado pelos candidatos, mas pela edição feita do confronto. Realizado pela Rede Globo a dez dias do segundo turno, quando Lula e Collor estavam quase empatados nas pesquisas, o debate foi editado em um vídeo de 6 minutos para ser retransmitido no jornal do dia seguinte. A edição priorizava imagens de Lula nervoso, suando e titubeando nas respostas. Já Collor parecia a segurança em pessoa e ganhou um minuto a mais que o rival na edição. Depois de o vídeo ir ao ar, Collor descolou do petista já na pesquisa seguinte e ganhou a primeira eleição direta pós-ditadura.

As informações são da revista Superinteressante.

Deixe um Comentário!