Política

Caso Lula-ONU repercute na imprensa internacional

Caso Lula-ONU repercute na imprensa internacional

Caso Lula-ONU repercute na imprensa internacional

A imprensa internacional repercute diariamente os passos das autoridades brasileiras que decidiram ignorar uma decisão da Organização das Nações Unidas sobre Lula.

Na RFI, sob o título de ‘“É direito de Lula ser eleito”, dizem juristas internacionais em carta enviada a Temer’, a matéria trata do documento redigido pelo escritório de advocacia francês Bourdon & Associés e conta com a assinatura de 11 juristas de renome, como Baltasar Garzón, da Espanha, Luigi Ferrajoli, da Itália, ou ainda Emílio García Mendez, presidente da Fundação Sul Argentina, Wolfgang Kaleck, secretário-geral do Centro Europeu pelos direitos constitucionais e os direitos humanos (ECCHR), e o presidente de honra da Liga de Direitos Humanos (LDH), Henri Leclerc.

O jornal espanhol La Vanguardia reportou a visita do ex-presidente colombiano Ernesto Samper. O dirigente da Unasul pediu que a ONU envie uma comissão ao Brasil para verificar o cumprimento da decisão sobre Lula. Samper também solicitou o envio de “veedores para verificar o cumprimento” do “mandato” emitido pelo Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas, que solicitou na semana passada em uma decisão não vinculante que o Brasil tome “as medidas necessárias” para garantir que Lula “pode exercer seus direitos políticos” como candidato presidencial. “Considero muito importante que a Comissão envie observadores para verificar o cumprimento de seu mandato e examine a adequação do julgamento que segue Lula”, disse Samper, que atribuiu a Lula o status de “prisioneiro político”.

Em inglês, o site Prensa Latina repercute a posição da defesa do ex-presidente Lula sobre o desrespeito ao cumprimento da decisão da ONU. A matéria de título Advogados de Lula: Impensável o desrespeito pela decisão da ONU, trata da negativa do governo brasileiro em reconhecer que o processo contra Lula é falho e a sua prisão é política: Tanto o ministro da Justiça Torquato Jardim, como o Ministério das Relações Exteriores e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, assumiram publicamente posições contrárias ao mandato da organização internacional (ONU).

Página de notícias do Yahoo França, com reprodução da Reuters, trata da carta enviada por renomados juristas ao estado brasileiro pelo respeito à decisão da ONU. EM francês, a agência internacional relata que as conclusões da Comissão das Nações Unidas não são juridicamente vinculativas. Mas para os signatários da correspondência, “é imperativo que as autoridades brasileiras cumpram integralmente” e respeitar o direito de Lula de concorrer a essas eleições e ter acesso à mídia”, desde que sua condenação não tenha se tornado julgamento final após um processo judicial justo”.

A Hispan TV, canal internacional de notícias de origem iraniana, também repercutiu o envio da carta dos renomados juristas ao governo brasileiro: Os juristas e advogados que assinam apontam que essa decisão dá crédito a todos aqueles que expressaram “sérias dúvidas” sobre a imparcialidade do processo que deu origem à condenação de Lula e, “portanto, à própria legalidade” e legitimidade das consequências decorrentes das próximas eleições “, prevista para 7 de outubro.

À Hispan TV, o analista internacional brasileiro Beto Almeida afirmou que o rechaço da decisão da ONU é a continuidade do golpe. Assista:

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