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Imprensa internacional repercute fiasco de Bolsonaro no Roda Viva

Imprensa internacional repercute fiasco de Bolsonaro no Roda Viva
Imprensa internacional repercute fiasco de Bolsonaro no Roda Viva
A imprensa internacional repercutiu de maneira negativa a participação de Jair Bolsonaro (PSL) no programa Roda Viva, da TV Cultura.

Jair Bolsonaro é retratado em muitas publicações como homofóbico, racista, misógino e saudosista da ditadura militar. A seguir, os retratos que a imprensa internacional fez do candidato da extrema-direita:

O título do artigo publicado na Bloomberg é sugestivo: ‘Bolsonaro diz que não há dívidas com os negros por causa da escravidão’. A agência de notícias dos EUA ressaltou que Jair Bolsonaro, um dos favoritos na corrida presidencial brasileira, disse que o Brasil não tem nenhuma dívida com os negros por causa da escravidão e prometeu reduzir as políticas de ação afirmativa.

Ainda de acordo com a Bloomberg, durante a entrevista na TV, o congressista de 63 anos negou que o golpe militar de 1964 tenha sido um golpe e disse que os supostos incidentes de tortura durante os 21 anos de ditadura foram na maioria das vezes fabricados.

O francê Le Figaro ressaltou em seu título que o ‘Brasil sucumbe à tentação autoritária’. Segundo a reportagem, Jair Bolsonaro nunca brilhou no quartel ou na Câmara dos Deputados, a não ser por suas provocações e discursos. Seus alvos favoritos sempre foram feministas, homossexuais, negros, indígenas, progressistas, criminosos.

Com a matéria ‘Ditadura foi um período “muito bom”, diz o aspirante a presidente do Brasil’, a National Public Radio (EUA) afirma que Bolsonaro tem estado à margem da política brasileira, um congressista de sete mandatos que é frequentemente destaque nas manchetes, principalmente por fazer comentários ofensivos sobre a comunidade LGBT, e afro-brasileiros.

No ano passado, o deputado declarou que quilombolas não “servem nem mesmo para procriar“. Bolsonaro afasta as perguntas sobre esse comportamento, canalizando a culpa para a grande mídia, grande parte da qual – como Trump – ele considera fornecedoras de “fake news”.

Sob o título de ‘No vazio do Brasil Bolsonaro imita armas e lidera as pesquisas’, o italiano Corriere Della Sera relata que, homofóbico e sexista, Bolsonaro é o candidato presidencial mais popular (depois de Lula).

O seu discurso mais famoso, afirma o jornal, foi a declaração de voto pelo impeachment de Dilma Rousseff, em que ele chegou a exaltar um capitão do exército, Carlos Alberto Ustra, reconhecido como torturador da então presidenta durante os anos de resistência à ditadura.

Em resumo diário publicado em espanhol, o New York Times reproduziu uma frase de sua colaboradora, a jornalista Carol Pires: “Bolsonaro é como um meme que se torna viral porque difunde opiniões fáceis. Sua fala se move entre a raiva e o preconceito”.

Para a publicação, Bolsonaro incorpora os perigos do discurso populista – com raras soluções simples para problemas muito complexos – em um momento muito crítico da história do Brasil.