Opinião

Haddad é ‘o cara do cara’

Haddad é ‘o cara do cara’

Haddad é ‘o cara do cara’

Tentam provocar sua vaidade e seu ego chamando-o de “poste”  – não vejo em que alguém que foi eleito prefeito de uma megalópole como São Paulo ou foi bem-sucedido Ministro da Educação do Brasil seria um “poste”.

Por Fernando Brito, no Tijolaço:


Exercício difícil para alguém com a origem e a formação intelectual de Fernando Haddad, cria da USP e da pauliceia cosmopolita, a chave de seu crescimento eleitoral é afirmar que, enquanto não se restaurar a prerrogativa de Lula ser candidato a presidente e, eleito como seria, presidente de direito do Brasil é , repito, afirmar que ele é o representante do Lula que é o candidato de fato e será o presidente de fato.

Ainda que por seu intermédio, enquanto não o puder ser plenamente.

Por isso, é bom que esteja vacinado contra os “muy amigos” que pretenderão que se lhe destaquem as qualidades intelectuais, os programas de governo, as opiniões pessoais e, mesmo, as experiências ilusórias de sua gestão na Prefeitura de São Paulo.

Todo este conjunto é de coisas reais, mas ínfimas perto da missão que lhe foi confiada.

Note como tentam provocar sua vaidade e seu ego chamando-o de “poste”  – não vejo em que alguém que foi eleito prefeito de uma megalópole como São Paulo ou foi bem-sucedido Ministro da Educação do Brasil seria um “poste” – para que, como o pássaro da fábula, abra o bico para cantar e solte o queijo diante da raposa esperta.

E como condenam, com expressões como “caudilhismo”, “sebastianismo” e “autoritarismo” que Lula resista a seu calvário e siga firme em seu dever, por ele dispensando até a evidente barganha de o soltarem, caso desista de ser candidato e traia seu povo.

O povo brasileiro quer Lula na presidência e só por isso pode fazer de Fernando Haddad o seu candidato, por maioria.

Este é o seu trunfo, este é o seu orgulho, este é o seu maior valor diante de todos: ser alguém que, para que o povo brasileiro possa expressar sua vontade, aceite despir-se de seu ego e não seja um homem, com virtudes e fraquezas, mas uma ideia: a ideia de Lula.

Fora disso, aí sim é – para usar a expressão da moda – viagem lisérgica. É tentar fazer com que ele “brinque de Ciro”, tentando uma pleonástica afirmação de que “eu sou eu”.

O candidato é Lula e o mérito de Haddad será o de ser fiel ao ex-presidente como o povo brasileiro está sendo.

O resto é egotrip.


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