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Discurso de Bolsonaro é “perigoso”, diz alto comissário da ONU

Discurso de Bolsonaro é “perigoso”, diz alto comissário da ONU

Discurso de Bolsonaro é “perigoso”, diz alto comissário da ONU

Bolsonaro disse que, se eleito, o Brasil deixaria de fazer parte da ONU (Organização das Nações Unidas), mas recuou depois e afirmou que sairia apenas do Conselho de Direitos Humanos da entidade.

Do InfoMoney:


Discursos como o do candidato Jair Bolsonaro (PSL) sobre direitos humanos podem representar “um perigo” para certas parcelas da população no curto prazo e para “o país todo” no longo prazo, segundo Zeid Al Hussein, alto comissário da ONU para Direitos Humanos, que deixa seu cargo no final desta semana e será substituído pela chilena Michelle Bachelet.

Sobre a popularidade do discurso adotado por Bolsonaro, Zeid diz que “quando as pessoas estão ansiosas, quando existem incertezas econômicas, globais ou não, por conta da crise nas commodities nos últimos anos, ao dar uma resposta simplista e tocando nas emoções naturais das pessoas – e talvez olhando para uma liderança mais forte, firme – é uma combinação que é bastante poderosa”. A afirmação foi feita ao jornal “O Estado de S. Paulo”, em sua última coletiva de imprensa nesta quarta-feira (29), em Genebra.

Vale lembrar que o candidato disse que, se eleito, o Brasil deixaria de fazer parte da ONU (Organização das Nações Unidas), mas recuou depois e afirmou que sairia apenas do Conselho de Direitos Humanos da entidade. “Não serve para nada essa instituição”, disse Bolsonaro.

Na noite de terça-feira (28), em sabatina durante o Jornal Nacional, ele defendeu o período do governo militar, negou que houvesse ditadura e voltou a fazer referência ao apoio dado pela Globo ao regime iniciado em 1964. Na ocasião, o deputado respondia ao questionamento sobre a declaração dada por seu vice, o general Hamilton Mourão, quanto à possibilidade de uma nova interferência militar para impor uma solução à crise brasileira, quando o episódio foi lembrado por ele.

“Isso aconteceu em 1964, que, na forma da lei e da Constituição da época, os militares chegaram lá. Chegaram, não. Foram eleitos presidentes da República por cinco mandatos. As palavras dele [Mourão] estão em consonância com o que grande parte da sociedade fala. E ele teve a coragem de externar isso”, disse Bolsonaro.


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