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Desrespeitando CNJ, desembargadora apoia Bolsonaro nas redes sociais

Desrespeitando CNJ, desembargadora apoia Bolsonaro nas redes sociais

Desrespeitando CNJ, desembargadora apoia Bolsonaro nas redes sociais

Manifestações de apoio a candidatos e partidos políticos são vedadas pelo Provimento nº 71, editado pela Corregedoria do CNJ em junho deste ano.

Alvo de investigações na Corregedoria do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) por manifestações em redes sociais, a desembargadora Marília de Castro Neves, do Tribunal de Justiça do Rio, publicou nesta semana várias mensagens de apoio ao candidato Jair Bolsonaro (PSL), o que é vedado pelo conselho.

Em um dos textos, ela sugere que o Conselho Interamericano de Direitos Humanos deve “chupar um parafuso até ele virar prego”, em crítica ao anúncio de reabertura das investigações sobre a morte do jornalista Vladimir Herzog, em 1975.

As informações são da Folha de S.Paulo.

A desembargadora passou a ser investigada no CNJ após a publicação de notícia falsa sobre a vereadora Marielle Franco, assassinada em março, e foi denunciada também por ofensas a portadores de síndrome de Down e ao deputado federal Jean Wyllys (PSOL).

As publicações da magistrada em favor de Bolsonaro foram iniciadas durante a transmissão da entrevista com o candidato no programa Roda Viva, na noite da última segunda (30). “Go Bolsonaro Go!!! Let’s make Brazil great again!!! [Vai, Bolsonaro, vai! Vamos fazer o Brasil grande de novo]”, escreveu.

“Marca a posse”, disse em outro post. Para ela, Bolsonaro estava “surrando essa cambada de comunas [entrevistadores]” e mostrando “por que é o mito”.

Manifestações de apoio a candidatos e partidos políticos são vedadas pelo Provimento nº 71, editado pela Corregedoria do CNJ em junho, após polêmicas envolvendo a atuação de juízes e desembargadores em redes sociais e em atividades políticas.

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