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“Cagalança geral”: O despacho de um delegado para soltar um preso

“Cagalança geral”: O despacho de um delegado para soltar um preso

“Cagalança geral”: O despacho de um delegado para soltar um preso

O delegado Aldo Lopes de Araújo, da 2ª Delegacia Civil de Natal, surpreendeu com um despacho sobre um homem que foi preso por defecar em terreno de repartição pública.

O despacho do delegado Aldo Lopes de Araújo, da 2ª Delegacia Civil de Natal, surpreende por conceder a liberdade a um morador de rua, preso por ter defecado em espaço de repartição pública. A seguir, os detalhes:

Não vislumbro justa causa com vistas a justificar a lavratura de procedimento criminal contra o conduzido, por falta absoluta de provas. lnexistem autoria e materialidade. O conduzido é morador de rua, e não achou lugar melhor para dar de corpo, obrar, grosso modo, esvaziar o intestino grosso, cagar, como se diz no idioma espontâneo do povo. Trata-se de um brasileiro em típico estado de necessidade. Ele não tem casa nem privada onde possa “arriar o barro”, com o se diz lá em nós. E foi trazido a esta delegacia pelo simples fato de ter cagado no intramuros da repartição pública mal cuidada e mal vigiada, quando a cagada maior é dos administradores, a partir do momento em que não cuidam direito da segurança do prédio, um espaço destinado a prestar serviço público. Trata a presente ocorrência de uma cagalança geral: do prefeito ao secretário, passando pelo diretor do órgão, pelo vigilante de faz-de-conta, pelos membros da Guarda Municipal que conduziram um homem inocente até esta Delegacia, e porque não dizer da parte deste delegado, ora fazendo uso de linguagem pouco usual, porém vigorosa, para redigir o presente despacho.

Confira abaixo o documento original que mostra os critérios do delegado para conceder liberdade ao homem preso injustamente por ter “arriado o barro” em lugar indevido.

“Cagalança geral”: O despacho de um delegado para soltar um preso

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