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Cabo Daciolo, o pastor presidenciável que mandou Temer deixar o satanismo

Cabo Daciolo, o pastor presidenciável que mandou Temer deixar o satanismo

Cabo Daciolo, o pastor presidenciável que mandou Temer deixar o satanismo

O Cabo Daciolo é deputado e já foi expulso do PSOL mudou da legenda progressista para o atual partido, mais alinhado com o pensamento teocêntrico defendido pelo parlamentar.

Com posicionamento conservador, marcado por polêmicas, Daciolo, desde 2015 já passou por duas legendas, sendo o Patriotas, por onde concorre ao pleito, a terceira sigla a lhe receber. Do PSOL, partido por onde disputou o posto de deputado, Daciolo foi expulso.

Isso porque feriu a concepção da legenda ao apresentar Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que alterava o parágrafo da Constituição que diz que “todo o poder emana no povo” para “todo o poder emana de Deus”.

O discurso religioso é retórica marcante de sua figura e extrapola as igrejas ou aconselhamento de fiéis e alcança até o plenário da Câmara dos Deputados. Recentemente, protagonizou episódio em que “profetizou” para que a colega, deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP), que é cadeirante, voltasse a andar.

Em novembro de 2016, Daciolo foi além. Pediu, em plenário, para que Michel Temer abandonasse o satanismo e corresse para Deus.

No episódio, ele pega a Bíblia lê um versículo e dispara: “Eu quero aqui, diante de todos, profetizar a cura da deputada Mara. Eu creio que àquela mulher vai levandar da cadeira e vai começar a andar”, disse. A deputada segue tendo que recorrer à cadeira de rodas para seu deslocamento.

Benevenuto Daciolo Fonseca dos Santos, Cabo Daciolo, é natural de Florianópolis, em Santa Catarina, e nasceu em 30 de março de 1976. É casado com Cristiane Daciolo e pai de três filhos. Mas ganhou notoriedade após liderar a greve dos Bombeiros no Rio de Janeiro. Razão, inclusive, que fez com que o PSOL o convidasse para integrar os quadros da legenda.

No último sábado ele foi oficializado como candidato em convenção nacional do Patriota. O evento ocorreu no município de Barrinha, interior de São Paulo. O candidato foi escolhido por unanimidade.Em discurso durante a convenção, Daciolo se posicionou contrário à legalização do aborto e à ideologia de gênero.

“Digo sim à família tradicional brasileira, ao patriotismo, ao nacionalismo, ao civismo e ao compromisso com Deus”, disse o presidenciável.

O candidato garantiu que, se eleito, vai investir em educação, ciência, tecnologia e inovação. Ele criticou a redução de verbas para essas segmentos. “Estão tirando dinheiro [da educação]. O pouco que entra, ainda querem tirar”.

A candidata a vice escolhida foi Suelene Balduino Nascimento, do mesmo partido. Ela é pedagoga com 23 anos de experiência e atua na rede pública de ensino do Distrito Federal.

Daciolo defende mais investimentos em educação e segurança por considerar áreas essenciais para o crescimento do país.

Com informações da Agência Brasil e Estado de Minas.

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