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Para Alexandre Garcia, Vargas matou-se por estar “envergonhado”

Para Alexandre Garcia, Vargas matou-se por estar “envergonhado”

Para Alexandre Garcia, Vargas matou-se por estar “envergonhado”

O jornalista Alexandre Garcia publicou no Twitter que Vargas suicidou-se “envergonhado” ao tomar conhecimento de que um guarda de sua segurança atirou num jornalista crítico.

No Twitter, Alexandre Garcia publicou o seguinte no dia do aniversário da morte de Getúlio Vargas: Neste 24 de agosto faz 64 anos que um Presidente da República cometeu suicídio, envergonhado ao tomar conhecimento de que sua guarda pessoal tentara matar um jornalista crítico. Eram outros tempos…Eu tinha 13 anos e seguia as consequências da morte de Getúlio Vargas pelo rádio.

Para Alexandre Garcia, Vargas matou-se por estar “envergonhado”

Alexandre Garcia deturpa a história quando diz que Vargas matou-se por estar envergonhado. O suicídio do presidente foi um ato extremo diante da pressão de forças ocultas e de forças nem tão ocultas assim. Uma dessas forças era Carlos Lacerda, um golpista da UDN, o jornalista crítico, referido por Alexandre Garcia.

Contumaz crítico de Vargas, Lacerda utilizava a Rádio Globo, de Roberto Marinho, para atacar o então presidente da República. No dia 5 de abril de 1954, Lacerda voltou a atacar Getúlio através da Rádio Globo, referindo-se ao suposto “Pacto ABC” que o então presidente teria feito com o presidente argentino Juan Domingo Perón, no sentido de alinhar o Brasil à Argentina e ao Chile na formação de um bloco anti-EUA. Em seu programa transmitido pela emissora, o radialista Raul Brunini também abria espaço para os ataques da bancada udenista contra Vargas.

No dia 5 de agosto de 1954, em resposta aos constantes ataques que Lacerda fazia ao presidente — através de seu jornal, a Tribuna da Imprensa, da TV Tupi, de Assis Chateaubriand, e da Rádio Globo —, pistoleiros a mando de Gregório Fortunato, chefe da guarda pessoal de Getúlio, tentaram calar o jornalista. No atentado foi morto o major da Aeronáutica Rubens Vaz, que dava proteção a Lacerda, que também saiu ferido. A partir daí a crise política, iniciada com a posse de Vargas e paulatinamente agravada ao longo de seu segundo governo, chegou ao seu ponto máximo. Diante do ultimato das forças armadas, que exigiam a sua renúncia, Getúlio suicidou-se na madrugada de 24 de agosto.

Já na noite do dia 23 começaram a circular notícias sobre a iminente renúncia do presidente. Em edições extraordinárias, os repórteres da Rádio Globo transmitiam os últimos acontecimentos diretamente do palácio do Catete e da residência do vice-presidente Café Filho. De lá, inclusive, não apenas entrevistaram o ex-presidente marechal Eurico Dutra — que elogiara a forma como os militares tinham se mantido, ao longo da crise, dentro dos limites constitucionais — mas também transmitiram um pronunciamento de Lacerda. Nele, o líder oposicionista ressaltou o “extraordinário papel que a Rádio Globo, a serviço da imprensa falada, da verdade e da justiça, desempenhou nesta revolução branca que hoje tem a sua noite de glória”.

À notícia do suicídio seguiu-se grande comoção popular e a explosão de atos de revolta contra os atores e órgãos de comunicação identificados como inimigos do presidente morto. Em comício improvisado na Cinelândia, centro do Rio de Janeiro, um orador acusou a Rádio Globo de continuar transmitindo música popular, desrespeitando o luto pelo presidente morto — enquanto outras emissoras somente transmitiriam música clássica. Um grupo de manifestantes partiu dali em direção à sede da emissora, na avenida Rio Branco, para tomá-la de assalto. Foram impedidos, porém, pela presença da Polícia Especial. Em função desses incidentes a avenida foi interditada pelo Exército, que assim protegeu a Rádio Globo. Em 29 de agosto Lacerda ainda voltou aos microfones da Rádio Globo para interpretar os sentidos da carta-testamento deixada por Getúlio.

Esta é a verdadeira história retratada em diversos livros e reproduzido aqui da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Talvez Alexandre Garcia não tenha estudado história ou somente guardou na memória aquilo que interessa à sua percepção deturpada do mundo.

2 Comentários

  • MENTIROSO, CANALHA, CRETINO, MANIPULADOR E DESPUDORADO DOUBLE DE PORTA VOZ E ATOR PORNÔ, VIDE A ELE/ELA, MAGAZINE DE FOFOCAS, DEMITIDO DA BOQUINHA POR SEU TUTOR SOMBRIO, O ESCOLHIDO E PINÇADO POR GEISEL NO SNI, BARRA PESADA, O MONSTRO DE GOLBERY, GENERAL, E, GORILA FARDADO, ÚLTIMO A PRESIDIR SOB O GOLPE DE 1964, JOÃO BATISTA DE OLIVEIRA FIGUEIREDO..

  • Como sempre o Alexandre Gracinha faz suas graças com coisa séria e que naquele 24 de agosto de 1954, por coincidência eu também tinha 13 anos – nasci em 1941. Foi uma comoção geral, a imprensa em São Paulo, Jornal “O Dia”, “Última Hora” e “O Estado de São Paulo” estampavam ma capa Getúlio Morto. Trabalhadores durante três dias fizeram greve e naquela data obrigavam comerciantes a fechar suas portas, em homenagem ao luto pela morte de Getúlio Vargas. Quem quiser saber a verdade procure ler melhor sobre os reais acontecimentos. No livro “Eu Chatô” conta partes de quem foi Assis Chateaubriand. Que por ser dono de riquezas, naquela época manipulava a imprensa, como fazia o Jornal “O Globo” e a Direita Fascista.

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